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Polícia recupera obras de Matisse roubadas da Biblioteca Mário de Andrade

Oito quadros estavam em apartamento no Centro de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo; homem que guardava as obras foi preso por receptação

Da redação
DA REDAÇÃO

13/08/2026 • 21:10 • Atualizado em 14/08/2026 • 00:10

A Polícia Civil de São Paulo recuperou, nesta quinta-feira (13), oito das 13 obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no bairro da República, região central da capital, em dezembro de 2025. Os exemplares, todos assinados pelo pintor francês Henri Matisse, foram localizados em uma residência no centro de São Bernardo do Campo.

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No local, os agentes prenderam um homem em flagrante por receptação e posse ilegal de arma de fogo. De acordo com as investigações, o suspeito era responsável por guardar as peças para o mandante do crime. As oito obras recuperadas possuem um valor de mercado estimado em mais de R$ 1 milhão.

Paradeiro das obras de Cândido Portinari

Apesar do sucesso da operação realizada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que investiga o caso desde que o roubo foi reportado em dezembro, a situação das outras cinco obras roubadas, de autoria de Cândido Portinari, permanece incerta. A Polícia Civil trabalha com a suspeita de que estas peças tenham sido comercializadas pelo grupo.

O planejamento da ação criminosa foi minucioso. Conforme apurado pela polícia, os criminosos invadiram a biblioteca, renderam um vigilante e um casal de idosos, utilizando sacolas de lona para transportar os documentos e os quadros antes de fugirem pela saída principal.

Estrutura do grupo criminoso e prisões anteriores

O esquema desmantelado demonstrava uma divisão clara de tarefas, focada na subtração, receptação e inserção de patrimônio cultural no mercado clandestino. O mandante do crime, que já era alvo das autoridades, foi preso preventivamente pela Polícia Federal do Rio de Janeiro em abril deste ano, durante uma investigação sobre a corrupção de agentes para facilitar furtos de arte.

Além do mandante, a Polícia Civil já havia efetuado a prisão de um dos suspeitos de participar diretamente do roubo logo após a ação, na Avenida Alcântara Machado. A identificação foi possível graças ao monitoramento por câmeras de segurança do programa Smart Sampa e auxílio do sistema Muralha Paulista.

Em maio, uma operação de grande escala cumpriu mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em diversos municípios, incluindo São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro, focando em endereços ligados a leilões e à comercialização irregular de obras de arte.

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