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Policial legislativo desmente Hugo Motta sobre agressão a jornalistas

Diante da repercussão negativa, o presidente da Câmara havia negado ter dado a ordem para a retirada forçada dos profissionais de imprensa. No entanto, o policial confirmou que as ordens partiram, sim, da presidência

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

10/12/2025 • 08:08 • Atualizado em 10/12/2025 • 08:08

Bastidores de Brasília
Hugo Motta e o policial legislativo Marcelo Guedes de Resende

Hugo Motta e o policial legislativo Marcelo Guedes de Resende

Lula Marques/Agência Brasil/Reprodução

Depois da confusão no Salão Verde da Câmara que culminou em agressões a jornalistas, o policial legislativo Marcelo Guedes de Resende desmentiu a versão oficial do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Diante dos protestos e da repercussão negativa, Motta havia negado, por meio de sua assessoria, ter dado a ordem para a retirada forçada dos profissionais de imprensa que cobriam a ocupação da cadeira da presidência pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). No entanto, o policial legislativo, que atua como diretor da Coordenação de Segurança Orgânica da Casa e coordenava a segurança no plenário no momento do incidente, confirmou que as ordens partiram, sim, da presidência.

Marcelo Guedes de Resende foi filmado por diversas emissoras de TV e por celulares de outros presentes empurrando e agredindo repórteres e cinegrafistas que estavam na área, em imagens que circularam nas redes sociais e foram exibidas em telejornais.

Questionada pela reportagem sobre a contradição das versões, a assessoria de Motta não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Entenda a confusão

O incidente ocorreu na terça-feira (9) durante um protesto do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que ocupou a cadeira da presidência da Câmara em um ato de oposição à condução dos trabalhos por Hugo Motta.

A ação gerou um grande tumulto. A segurança da Casa foi acionada para retirar o parlamentar do local. No meio da ação, com a presença de diversos profissionais de imprensa registrando o ocorrido, a situação escalou para agressões físicas contra jornalistas.

A postura da segurança foi imediatamente repudiada por entidades de classe e por parlamentares da oposição, que acusaram a presidência de censura e de cerceamento ao trabalho da imprensa.

O desmentido de Marcelo Guedes de Resende coloca Hugo Motta em uma posição delicada, sugerindo que o presidente tentou se distanciar da responsabilidade pelas ordens que levaram à violência contra os profissionais. A crise deve dominar os debates na sessão desta quarta-feira (10).

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