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Por que os Estados Unidos bombardearam bases do Estado Islâmico na Síria?

A operação, que contou com a ajuda militar da Jordânia, contou com o envio de caças, helicópteros de ataque e seria uma resposta à morte de militares no último dia 14 de dezembro

Da redação
DA REDAÇÃO

21/12/2025 • 07:52 • Atualizado em 21/12/2025 • 07:52

Os Estados Unidos bombardearam, na última sexta-feira (19), bases do Estado Islâmico na Síria. A operação, que contou com a ajuda militar da Jordânia, contou com o envio de caças, helicópteros de ataque e seria uma resposta à morte de militares no último dia 14 de dezembro.

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Na ocasião, o governo sírio descreveu o incidente como um "ataque terrorista", enquanto Washington disse que havia sido realizado por um militante do grupo Estado Islâmico (EI).

Em postagem no X, o Comando Central dos EUA afirmou que a emboscada que mirou um comboio de forças sírias e americanas na região central de Palmira também deixou três outros militares americanos e dois sírios feridos. "O atirador foi confrontado e morto", acrescentou.

O episódio é o primeiro do gênero registrado desde que forças islamistas derrubaram o antigo líder sírio Bashar al-Assad, em dezembro do ano passado, restabelecendo os laços do país com os Estados Unidos.

Depois do ataque mais recente, o Comando Central norte-americano disse que a operação era “crucial para impedir que o ISIS inspira planos terroristas e ataques contra o território americano”.

“Continuaremos a perseguir implacavelmente os terroristas que buscam prejudicar americanos e nossos parceiros em toda a região.”

Após o ataque de 13 de dezembro contra militares americanos e sírios, as forças americanas e de seus parceiros realizaram 10 operações na Síria e no Iraque, resultando na morte ou detenção de 23 terroristas.

Ainda segundo o comunicado, as forças americanas e parceiras na Síria realizaram mais de 80 operações nos últimos seis meses para eliminar terroristas que representam uma ameaça direta aos Estados Unidos e à segurança regional.

Por que os EUA têm tropas na Síria?

Os Estados Unidos têm tropas em solo sírio há mais de uma década, com a missão declarada de combater o Estado Islâmico.

Em 2011, protestos em massa na Síria contra o governo Assad foram enfrentados por uma repressão brutal e se transformaram em uma guerra civil que durou quase 13 anos antes de ele ser deposto em dezembro de 2024.

Receoso de se envolver em outra guerra cara e politicamente impopular no Oriente Médio após sua experiência no Iraque e no Afeganistão, Washington apenas enviou apoio a grupos rebeldes. Isso mudou após a ascensão do EI, que realizou ataques esporádicos nos EUA e na Europa e tomou territórios na Síria.

Nas áreas controladas pelo grupo, ele se tornou notório por sua brutalidade contra minorias religiosas. Em 2014, o governo do então presidente dos EUA, Barack Obama, lançou uma campanha aérea contra o EI no Iraque e na Síria. No ano seguinte, as primeiras tropas terrestres americanas entraram no país, onde se associaram às Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos, no nordeste do país.

*Com informações da DW Brasil.

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