
Preço do ouro vive recordes seguidos de alta
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O preço do ouro vive uma escalada histórica. Em apenas 12 meses, o metal se valorizou mais de 70%, ultrapassou a marca de US$ 5.100 por onça e chegou a US$ 5.588,71 em negociações recentes, acumulando recorde atrás de recorde.
O principal fator por trás dessa disparada é o aumento das tensões geopolíticas. Conflitos no Oriente Médio, ameaças envolvendo o Irã e disputas comerciais lideradas pelos Estados Unidos reacenderam a preocupação dos mercados e elevaram o nível de incerteza global.
No cenário interno americano, o ambiente também se deteriorou. Ações judiciais e pressões políticas contra o Federal Reserve colocaram em xeque a independência do banco central dos Estados Unidos, presidido por Jerome Powell. Para investidores, a autonomia do Fed é um dos principais pilares de confiança no dólar. Quando esse pilar parece ameaçado, a reação costuma ser a busca por proteção.
É nesse contexto que o ouro ganha protagonismo. Sempre que a temperatura política e econômica sobe demais, investidores tendem a migrar para ativos considerados seguros, e poucos carregam essa reputação como o ouro.
Diferentemente das moedas, o metal não depende da política de um país, não pode ser impresso e não perde valor com o tempo. Por isso, em momentos de instabilidade, o capital costuma sair de ativos de maior risco, como ações ou até mesmo o dólar, e migrar para o ouro. Com mais compradores no mercado, o preço sobe.
Toda essa movimentação também se reflete no comportamento na internet. Dados da Sala Digital, parceria entre a Band e o Google, mostram que, em janeiro de 2026, o interesse de por informações sobre o preço do ouro atingiu o maior nível da série histórica nos Estados Unidos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, as buscas cresceram 350%. Entre as perguntas mais comuns estão: “por que o preço do ouro está aumentando?” e “até quando ele vai subir?”.
As projeções seguem elevadas. Especialistas já trabalham com a possibilidade de o metal alcançar US$ 6.000 ainda em 2026, caso o cenário de incerteza persista.
Além dos investidores individuais, países inteiros vêm reforçando essa estratégia. China e Índia ampliaram de forma agressiva suas reservas de ouro para reduzir a dependência do dólar.
O Brasil, por outro lado, aparece em uma posição relativamente favorável nesse contexto. Parte do capital que deixa os Estados Unidos tem buscado mercados emergentes. O real se valorizou, a Bolsa brasileira renovou máximas recentes e o país segue beneficiado pela forte demanda global por commodities, como mineração, petróleo e produtos agropecuários.
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