A imagem de um casal dormindo em camas separadas pode sugerir uma crise conjugal, mas uma tendência crescente mostra que a escolha pode ser, na verdade, a chave para um relacionamento saudável. Batizada de "divórcio do sono", a prática consiste em casais que decidem dormir em quartos diferentes para garantir uma noite de descanso.
A decisão de abandonar a cama compartilhada geralmente surge de necessidades práticas. Entre os principais vilões do sono a dois estão o ronco, o hábito de "roubar" o cobertor, movimentos excessivos durante a noite e a diferença de horários--quando um dos parceiros acorda muito cedo ou acende a luz de madrugada.
No caso de Suamy Guedes, a mudança para um quarto separado do marido ocorreu há quase dois anos. O que começou devido ao ronco e aos calores da menopausa tornou-se definitivo após o marido passar por uma cirurgia cardíaca, exigindo uma posição específica e repouso absoluto. "A qualidade do sono ficou melhor", afirma Suamy.
Contexto e impacto na relação
Especialistas apontam que dormir separado nem sempre foi visto com estranheza. Até a década de 1950, quartos ou camas individuais eram comuns por questões de higiene e status. O padrão da cama de casal única consolidou-se apenas a partir dos anos 1960.
No entanto, a ciência do sono alerta para os perigos de insistir em dividir a cama quando a experiência é negativa. A falta de sono gera irritabilidade e diminui a tolerância a conflitos, o que pode desgastar a relação de forma severa.
Apesar dos benefícios para o descanso, a adoção do "divórcio do sono" exige cautela. Especialistas alertam que o casal precisa de equilíbrio e diálogo. Para que a individualidade noturna não se transforme em distanciamento emocional, é fundamental reservar momentos de conexão, como conversas, carinhos e intimidade sexual.
Dessa forma, o "divórcio" fica restrito apenas ao travesseiro, permitindo que ambos acordem mais dispostos para desfrutar da vida a dois durante o dia.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

