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"Não devemos criar grandes expectativas dada a impulsividade de Trump", diz professor

Professor e especialista em Relações Internacionais conversou com Sônia Blota e Ronald Gimenez neste sábado (27)

Por Redação
REDAÇÃO

27/09/2025 • 10:10 • Atualizado em 27/09/2025 • 10:10

Presidente Lula, em discuso na ONU, em Nova Iorque

Presidente Lula, em discuso na ONU, em Nova Iorque

REUTERS/Mike Segar

O especialista em Relações Internacionais Sidney Ferreira Leite, em entrevista à Rádio Bandeirantes neste sábado (27), discutiu as perspectivas da relação entre o Brasil e os Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump e a possível interação com o presidente Lula. Leite converso com os jornalistas Ronald Gimenez e Sonia Blota no Jornal Gente.

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O professor Leite destacou que a "química" mencionada por Trump em relação a Lula, é uma expressão "muito imprecisa". Ele enfatizou a importância de não criar grandes expectativas sobre a relação, dada a impulsividade de Trump. Entretanto, apontou que houve uma mudança de postura por parte do presidente americano, que possui um estilo único, moldado por sua longa experiência na mídia e um histórico de negociações pragmáticas.

De acordo com Leite, a aproximação entre os dois países envolveu esforços significativos de vários atores, incluindo ministros, diplomatas e empresários, indicando um cenário complexo onde a diplomacia empresarial desempenha um papel crucial. Ele também mencionou a importância da capacidade de negociação do Brasil ser menor que a dos Estados Unidos, requerendo uma abordagem cautelosa.

O professor também comentou sobre as estratégias de negociação de Trump, referindo-se ao seu estilo de "jogo alto e jogo baixo", que já trouxe resultados em negociações com a União Europeia, apesar de ser uma abordagem discutível. Leite ressaltou a necessidade de o Brasil utilizar uma estratégia lógica e bem definida para não ser subjugado pela estratégia americana.

Outro ponto abordado foi a influência dos empresários nas relações internacionais. Leite explicou que a diplomacia contemporânea agora incorpora não apenas diplomatas tradicionais, mas também figuras do setor empresarial e organizações representativas da sociedade, ampliando a complexidade das negociações internacionais.

Na discussão sobre o impacto das políticas de Trump no âmbito global e interno, o professor destacou que as próximas eleições legislativas nos Estados Unidos seriam cruciais para avaliar a resposta do eleitorado americano ao estilo de governo intervencionista de Trump. Ele enfatizou que as políticas arriscadas de Trump, embora focadas em ganhos de curto prazo, têm implicações globais significativas.

O professor Leite reiterou a importância de manter uma relação estratégica com os Estados Unidos, independentemente das flutuações políticas, destacando a longa história de interações entre os dois países. Ele também enfatizou a necessidade de o Brasil adotar uma postura pragmática e responsável nas relações internacionais, visando o desenvolvimento sustentável e de longo prazo para o país.

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