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Argentina: protesto contra reforma de Milei termina em confronto e prisões

Sete manifestantes foram detidos e três policiais ficaram feridos durante ato em frente ao Congresso; Senado debate mudanças trabalhistas.

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 18:04 • Atualizado em 11/02/2026 • 18:04

Protesto na Argentina termina com prisões e confusão

Protesto na Argentina termina com prisões e confusão

Reprodução/Jornal da Band

Um protesto de trabalhadores em frente ao Congresso da Argentina terminou em confronto com a polícia nesta quarta-feira, resultando em sete prisões e três agentes feridos. A manifestação foi convocada por centrais sindicais no momento em que o Senado debatia a proposta de reforma trabalhista apresentada pelo presidente Javier Milei.

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O projeto do governo Milei estabelece a limitação de direitos, flexibiliza contratos e facilita o processo de demissões no país. O governo argentino defende que a reforma vai estimular a formalização do mercado e reduzir custos com ações trabalhistas.

Confrontos e prisões no Congresso

A tensão aumentou na região central de Buenos Aires quando manifestantes tentaram avançar contra o cordão policial. De acordo com os relatos da apuração, o confronto direto deixou três policiais com ferimentos e levou à detenção de sete pessoas envolvidas nos atos.

As centrais sindicais mobilizaram os trabalhadores sob o argumento de que a proposta precariza as relações de trabalho na Argentina. O cerco ao Congresso foi uma tentativa de pressionar os senadores a rejeitarem o texto enviado pelo Poder Executivo.

Entenda a reforma trabalhista de Milei

O projeto é um dos pilares da gestão de Javier Milei e foca na redução da carga burocrática e financeira para os empregadores. Entre os pontos mais polêmicos estão a flexibilização de contratos vigentes e a facilitação das regras para rescisões contratuais.

Para o governo argentino, essas mudanças são fundamentais para modernizar o mercado de trabalho e atrair novos investimentos. O presidente avalia que a atual legislação é um entrave para o crescimento econômico e para a criação de novas vagas formais.

Reação das centrais sindicais

Os representantes dos trabalhadores, por outro lado, veem na medida uma ameaça a conquistas históricas da categoria. Conforme apontam os líderes sindicais, a reforma proposta limita direitos básicos e deixa o trabalhador em posição de vulnerabilidade diante das empresas.

A votação no Senado é considerada um teste crucial para a governabilidade de Milei, que enfrenta forte resistência nas ruas e no Legislativo. Novas manifestações não estão descartadas caso o debate avance sem modificações no texto original.

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