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Quem foi a jovem de 22 anos espancada até a morte após recusar traficante no Rio

De acordo com a família, o corpo de Sther Barroso foi entregue desfigurado na porta da casa da mãe dela

Por Redação
REDAÇÃO

20/08/2025 • 10:30 • Atualizado em 20/08/2025 • 10:30

Sther Barroso

Sther Barroso

Reprodução/Instagram/stfanycouto1

Sther Barroso, de 22 anos, a jovem que foi brutalmente espancada até a morte após sair de um baile funk na zona oeste do Rio de Janeiro, havia profetizado que 2025 seria o melhor ano de sua vida. O desejo foi escrito em um caderno, compartilhado pela irmã da jovem, Stéfany Couto, nas redes sociais.

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Entre os demais sonhos que ela havia planejado para este ano estavam: terminar a autoescola, fazer três cursos, adotar um cachorro, focar na academia e acompanhar a liberdade do irmão.

Segundo a irmã, Sther era uma pessoa bastante reservada e está sendo muito difícil para a família ver a foto dela exibida em todos os lugares depois da crueldade que sofreu.

O que aconteceu?

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o crime foi motivado pela recusa da vítima em deixar o local acompanhada de Bruno da Silva Loureiro, conhecido como "Coronel do Muquiço" e apontado como chefe do tráfico de drogas na comunidade do Muquiço.

Conforme apurado pela repórter Clara Nery para o Brasil Urgente, a jovem se divertia na festa quando foi abordada pelo suspeito.

Após a recusa de Sther, ela teria sido agredida por ele e por outros homens que atuavam como seus seguranças. O corpo da jovem foi deixado horas depois na porta da casa de sua família, apresentando sinais de espancamento severo. Familiares relatam que o rosto de Sther estava desfigurado e que ela vestia roupas diferentes das que usava quando foi à festa.

As últimas imagens de Sther com vida mostram a jovem dançando momentos antes do crime. A família, em busca de justiça, compartilhou nas redes sociais um caderno onde Sther havia listado suas metas e sonhos para 2025.

Suspeito é foragido e tem extensa ficha criminal

O principal suspeito do crime, Bruno da Silva Loureiro, já é um velho conhecido da polícia e é considerado foragido da Justiça. Segundo a Polícia Civil, ele possui um mandado de prisão em aberto e uma longa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, associação ao tráfico, roubos, homicídio e lesão corporal. Sua atuação como líder do tráfico na comunidade do Muquiço, na zona norte, confere a ele um alto grau de periculosidade.

O caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital, que segue com as investigações para localizar o "Coronel do Muquiço" e outros possíveis envolvidos no espancamento e morte de Sther. A polícia busca por testemunhas que possam fornecer mais detalhes sobre o que ocorreu dentro e fora do baile funk.