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Reino Unido descarta entrar na guerra, mas quer reabrir Estreito de Ormuz

Premiê britânico diz que atuará com aliados europeus após pedido de Trump por envio de navios à região do Golfo Pérsico

Da redação com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

16/03/2026 • 10:15 • Atualizado em 16/03/2026 • 10:24

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Reino Unido não pretende se envolver no "conflito mais amplo" no Oriente Médio, mas admitiu que trabalha com aliados para manter o Estreito de Ormuz aberto, em meio à escalada de tensões na região.

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Reino Unido busca evitar escalada regional

Em coletiva de imprensa em Downing Street, Starmer disse que pretende atuar em conjunto com parceiros europeus na elaboração de um plano para reabrir o estreito, rota estratégica para o escoamento de petróleo. A iniciativa ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir aos aliados que enviem navios para reforçar a segurança no Golfo Pérsico.

Não seremos atraídos para a guerra mais ampla. Mas, em última análise, temos que abrir o Estreito de Ormuz. Isso não é uma tarefa simples

Segundo Starmer, ele e Trump discutiram por telefone, no domingo (15), opções para garantir a navegação na passagem marítima. O primeiro-ministro classificou a relação com o líder norte-americano como positiva. "É um bom relacionamento", afirmou. "Somos fortes aliados; temos sido por décadas, mas cabe a mim agir no que considero ser o melhor interesse da Grã-Bretanha".

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao mar aberto e é uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. Qualquer interrupção prolongada na área tende a pressionar os preços globais de energia e a aumentar o risco de confrontos militares.

Apoio à Ucrânia e preocupação com ganho russo

Na avaliação do premiê, o atual cenário no Golfo beneficia o presidente russo, Vladimir Putin, em razão da disparada no preço do petróleo. Starmer apontou ainda que a decisão de Trump de suspender sanções sobre o setor de energia russo contribui para esse quadro.

É vital que continuemos a focar em apoiar a Ucrânia. Não podemos permitir que a guerra no Golfo Pérsico se transforme em um ganho inesperado para Putin

Starmer reforçou que Londres continuará a defender apoio militar e financeiro a Kiev, mesmo enquanto dedica esforços diplomáticos à crise no Oriente Médio. Para o governo britânico, manter a unidade ocidental em torno da Ucrânia é essencial para conter a influência russa na Europa e além.

De acordo com o premiê, o Reino Unido atua em coordenação com parceiros europeus e com Washington para equilibrar a resposta à instabilidade no Golfo com a prioridade estratégica de longo prazo no leste europeu.