O encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio terminou na Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos. A reunião entre o chanceler brasileiro e o secretário de Estado americano, nesta quinta-feira (16), durou cerca de 1h15 e o tema principal das conversas foi o tarifaço do presidente Donald Trump contra o Brasil.
O encontro entre Vieira e Rubio é tratado como um “preparatório” para o encontro entre Lula e Donald Trump.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, avaliou como “ótima” e "descontraída" a reunião. O chanceler ressaltou que o encontro foi focado em questões pragmáticas.
“Tive uma ótima reunião com o Secretário de Estado Marco Rubio e com as equipes do Departamento de Estado e o representante comercial dos Estados Unidos. Essa reunião começou com um encontro bilateral a sós com o Secretário Rubio. Foi uma conversa reservada e muito produtiva seguida de uma reunião mais ampla”, ressaltou Vieira.
Após a reunião de desta quinta, as equipes vão preparar o texto do acordo que deve ser assinado por Trump e Lula no encontro na Malásia, no dia 31, caso os países cheguem a um consenso.
Do lado do Brasil, participaram os embaixadores Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, Philip Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros, e Joel Sampaio, Chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social.
Do lado dos EUA, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, teria participado da segunda parte da conversa expandida. Essa reunião teria durado cerca de 50 minutos, conforme fontes do governo brasileiro.
“Firmeza na soberania e leveza no tom”, avalia Ministro Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência
O Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, avaliou positivamente a reunião.
"Em Washington, começou hoje o diálogo Brasil-EUA sobre tarifas comerciais. O Brasil negocia com foco no comércio, firmeza na soberania e leveza no tom. Afinal, como lembrou o presidente: não pintou química, pintou uma petroquímica com Trump", disse.
Tarifaço de Trump
No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.
Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.
Entre os produtos tarifados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes. Ficaram de fora da primeira lista cerca de 700 itens (45% das exportações do Brasil aos EUA) como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes.
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