
Papa Leão XIV ao lado de Marco Rubio no Vaticano
Reprodução/X/VaticanNews
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se reuniu nesta quinta-feira (7) com o papa Leão XIV no Vaticano após ataques do presidente Donald Trump ao líder da Igreja Católica.
Em comunicado, o Departamento de Estado declarou que Marco Rubio e papa Leão XIV discutiram a situação no Oriente Médio e “temas de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental”.
“O encontro ressaltou a forte relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé e o compromisso compartilhado de ambos com a promoção da paz e da dignidade humana”, destacou o órgão em comunicado.
Na plataforma X, antigo Twitter, o secretário de Estado norte-americano publicou fotos do encontro com o pontífice e escreveu uma mensagem parecida ao comunicado do órgão: “reforçar nosso compromisso compartilhado de promover a paz e a dignidade”.
Ataques de Trump ao papa
Em 4 de maio, Donald Trump afirmou que o papa Leão XIV coloca os católicos "em perigo" por acreditar que "não há problema em o Irã ter uma arma nuclear".
Em entrevista ao programa do comentarista Hugh Hewitt, Trump comentava sobre sua viagem à China, prevista para a próxima semana, quando Hewitt disse que gostaria que o papa falasse sobre o empresário Jimmy Lai, preso em Hong Kong desde 2022 por conspiração contra a segurança nacional chinesa.
"Bem, o papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso muito bom", afirmou Trump. "Acho que ele está colocando muitos católicos e muitas outras pessoas em perigo."
"Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear", acrescentou.
A declaração se soma a outras críticas públicas feitas pelo presidente ao líder da Igreja Católica nas últimas semanas. Trump chegou a se referir ao pontífice como "fraco" e "péssimo" e disse não ser "fã" dele, além de acusá-lo de acreditar ser "aceitável que o Irã tenha armas nucleares".
Leão XIV, no entanto, nunca disse que o Irã deveria ter armas nucleares. Ele condenou a guerra em geral e defendeu as negociações de paz. Após as acusações de Trump, o papa afirmou que a missão da Igreja Católica é defender a paz. "Não tenho medo do governo Trump", disse.
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