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Trump volta a provocar papa Leão após religioso criticar guerra no Irã

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 14:22 • Atualizado em 15/04/2026 • 14:22

Trump

Trump

Reprodução: AFP

Donald Trump voltou a provocar o papa Leão XIV na madrugada desta quarta-feira (15). O presidente dos Estados Unidos pediu, de forma irônica, que o pontífice fosse informado dos, segundo ele, "42 mil manifestantes inocentes e desarmados" mortos pelo Irã "nos últimos dois meses".

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A declaração adiciona mais um capítulo à briga entre o republicano e o líder da Igreja Católica, iniciada no último domingo (12), após Trump dizer que o papa deveria "parar de ceder à esquerda radical".

"Alguém pode dizer para o papa Leão que o Irã matou ao menos 42 mil manifestantes inocentes e desarmados nos últimos dois meses, e que o Irã ter uma bomba nuclear é completamente inaceitável? Agradeço a atenção", escreveu em suas redes sociais, continuando com o já tradicional encerramento: "os Estados Unidos estão de volta".

Nos últimos dias, Trump intensificou suas críticas a Leão XIV, chamando-o de "fraco no combate ao crime e péssimo em política externa".

O primeiro papa americano da história respondeu: "(Jesus) não escuta as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: 'Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue'", declarou, citando a Bíblia.

Papa deve ser cuidadoso

Além de Trump, o vice-presidente americano também criticou os recentes posicionamentos do papa Leão XIV e disse que o pontífice deveria ter cuidado ao abordar questões teológicas.

"Da mesma forma que é importante que o vice-presidente dos Estados Unidos seja cuidadoso quando falo sobre questões de política pública, acho que é muito, muito importante que o papa seja cuidadoso ao falar sobre questões teológicas", disse Vance, segundo o jornal The New York Times.

Vance também relembrou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e afirmou que os discípulos de Jesus Cristo "nunca estão do lado daqueles que um dia empunharam a espada e hoje lançam bombas."

"Deus estava do lado dos americanos que libertaram a França dos nazistas?", questionou durante evento na Universidade da Geórgia. "Certamente acho que a resposta é sim."