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Salvador recebe maior repatriação de obras de arte da história do Brasil

Mais de 660 peças, incluindo obras de Goya Lopes e Jota Cunha, retornam dos Estados Unidos após três décadas para compor o acervo do Muncab

EMERSON MIRANDA

26/01/2026 • 22:53 • Atualizado em 26/01/2026 • 22:53

Salvador recebe maior repatriação de obras de arte da história do Brasil

Salvador recebe maior repatriação de obras de arte da história do Brasil

Reprodução/Jornal da Noite

O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), localizado no Centro Histórico de Salvador, anunciou a maior repatriação de obras de arte já registrada no Brasil. Ao todo, são mais de 660 produções que retornam ao país após permanecerem por mais de 30 anos no exterior.

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O acervo é composto por uma diversidade de suportes, incluindo pinturas, esculturas, fotografias, arte sacra e tecidos estampados que evidenciam a estética e a simbologia da produção afro-brasileira.

A coleção foi adquirida por duas artistas norte-americanas durante viagens realizadas pelo Nordeste brasileiro há três décadas. Desde então, as peças permaneciam em um acervo particular nos Estados Unidos. As obras agora passam por um processo rigoroso de análise e restauração antes de serem exibidas integralmente ao público.

Destaques do Acervo e Relevância Cultural

A maioria das obras repatriadas foi produzida por artistas negros da Bahia. Entre os nomes de destaque na coleção estão Goya Lopes e Jota Cunha.

Um dos itens mais emblemáticos é um quadro do artista plástico Sol Bahia, que retrata a Revolta dos Malês, movimento histórico de luta contra a escravidão.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, classifica a repatriação como um marco fundamental para o campo das artes e para o fortalecimento da cultura negra no Brasil. Para a pasta, o retorno dessas peças representa a recuperação de uma parte significativa da memória visual e histórica da produção afro-baiana que estava inacessível ao país.

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