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Schüler fala sobre conexões entre Master e o mundo político de Brasília

Cientista político detalha reuniões fora da agenda no Planalto e pagamentos a firmas ligadas a ministros, levantando questões sobre a ética e a fiscalização no sistema financeiro

Por Redação
REDAÇÃO

27/01/2026 • 01:00 • Atualizado em 27/01/2026 • 01:00

Fernando Schüler

O cientista político Fernando Schüler falou sobre as novas e graves revelações que conectam o escândalo do Banco Master diretamente ao coração do poder político em Brasília. Segundo Schüler, o caso vai além de uma falha financeira, revelando uma rede de influência que envolve desde ex-ministros até a atual presidência da República e do Banco Central.

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Reuniões de Bastidores no Palácio do Planalto

Um dos pontos centrais destacados por Schuler foi uma reunião ocorrida no final de 2024, no Palácio do Planalto, entre o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o Presidente da República. O encontro, que não constava na agenda oficial, teria sido intermediado pelo ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, que atuava como assessor do banco.

O que causa ainda mais estranheza, segundo o analista, é a participação de Gabriel Galípolo no encontro. Na época, Galípolo já era cotado para a presidência do Banco Central (cargo que ocupa atualmente), e sua presença em uma reunião para "analisar com isenção" o caso do Banco Master levanta dúvidas sobre o papel das instituições reguladoras frente a pressões políticas.

A Conexão Lewandowski

Schüler também apontou para a relação do atual Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, com a instituição financeira. De acordo com a denúncia, o escritório de advocacia de familiares do ministro teria recebido recursos do Banco Master até setembro do ano passado, período em que Lewandowski já exercia seu mandato como ministro.

Essa proximidade financeira entre membros do alto escalão do governo e um banco sob investigação por operações fraudulentas é, para Schuler, um sinal claro da erosão dos limites éticos na capital federal.

Um Modelo de Negócio Sob Suspeita

A análise de Fernando Schüler reforça que o Banco Master operava de forma agressiva e, possivelmente, sem o devido lastro. O cientista político descreve uma estrutura baseada em:

  • Captação de CDBs com retornos acima do mercado;
  • Compra de fundos "de fachada" e sem lastro real;
  • Uso de conexões políticas para sustentar operações de natureza fraudulenta.

Crítica ao Judiciário

Para encerrar, Schüler ironizou a declaração do ministro Lewandowski sobre a suspensão da elaboração de um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao ano eleitoral. "O que uma coisa tem a ver com a outra é um grande mistério", pontuou o cientista, sugerindo que a falta de rigor ético contribui para o ambiente onde casos como o do Banco Master prosperam.

As revelações de Schüler colocam pressão sobre o Banco Central e os órgãos de controle, que agora enfrentam o desafio de explicar como uma "árvore podre" pôde crescer tanto no meio do sistema bancário brasileiro sem ser notada.

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