
Trump
Reprodução: AFP
O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira (19), o avanço de uma resolução que pode restringir os poderes militares do presidente Donald Trump em relação ao Irã, segundo o jornal The New York Times. O placar de 50 a 47 na votação expôs também divisões estratégicas dentro do Partido Republicano.
A medida, liderada pelo senador democrata Tim Kaine, exige que o presidente "remova as Forças Armadas dos EUA das hostilidades dentro ou contra o Irã, a menos que explicitamente autorizado por uma declaração de guerra ou uma autorização específica para o uso de força militar", segundo a agência Reuters.
O avanço da resolução foi possível graças à adesão de quatro senadores republicanos à bancada democrata. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, celebrou o resultado afirmando que “hoje provou que nossa pressão está funcionando: os republicanos estão começando a rachar”.
Apesar do marco legislativo, analistas apontam que Trump quase certamente vetará a medida caso ela chegue à sua mesa após aprovação em ambas as casas.
"Pausa" diplomática sob aviso
Simultaneamente à pressão no Capitólio, Trump anunciou o adiamento de um ataque militar em larga escala contra o Irã, que estava agendado para esta terça-feira. A decisão ocorreu após solicitações diretas do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que apontaram "negociações sérias" estão em curso.
Em sua rede social, o presidente afirmou que o acordo esperado incluirá a "proibição de armas nucleares para o Irã". Contudo, o tom da Casa Branca mantém a ameaça iminente: Trump manteve as forças armadas em prontidão para prosseguir com um "ataque em grande escala" caso a diplomacia fracasse.
Questionamentos sobre gestão interna
Em Washington, o procurador-geral interino, Todd Blanche, enfrentou um interrogatório no Senado durante audiência sobre o orçamento do Departamento de Justiça. Entre os pontos de atrito, esteve o chamado "Fundo Anti-Armamento", uma iniciativa de US$ 1,77 bilhão destinada a indenizar aliados do governo que alegam perseguição política.
Blanche defendeu a transparência do fundo, classificando a medida como "inusitada". O procurador também garantiu aos legisladores que não recomendará perdão para Ghislaine Maxwell, condenada por tráfico sexual no caso envolvendo Jeffrey Epstein, que se matou na prisão em 2019.
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