
Paulo Gonet em sabatina no Senado
Waldemir Barreto/Agência Senado
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (12), a indicação de Paulo Gonet Branco para um novo mandato à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR). O nome foi confirmado pelo plenário da Casa com 45 votos favoráveis e 26 contrários, após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A votação encerra o processo de recondução de Gonet, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e garante sua permanência no cargo até 2027.
Antes da votação, Gonet foi sabatinado por senadores da CCJ, que o questionaram sobre temas como a autonomia do Ministério Público Federal, o combate à corrupção, a defesa da democracia e a relação institucional com o Poder Executivo. A Comissão também aprovou o nome com placar de 17 votos a 10.
Durante a sessão, o procurador-geral reforçou o compromisso com a independência da instituição e afirmou que pretende manter uma atuação “técnica e equilibrada” à frente da PGR.
Com carreira consolidada no Ministério Público Federal, Paulo Gonet é conhecido pelo perfil discreto e jurídico. Fundador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ao lado do ministro do STF Gilmar Mendes, ele atua há décadas na área de direito constitucional.
Gonet ocupava interinamente o cargo desde setembro de 2023, quando terminou o mandato de Augusto Aras. Com a aprovação no Senado, ele será agora nomeado oficialmente pelo presidente Lula para um mandato de dois anos.
Críticas
O senador Flávio Bolsonaro chegou a dizer que o MPF teria “vergonha” de Paulo Gonet.
Paulo Gonet respondeu à provocação após ler mensagens de apoio e reafirmou que realiza um trabalho técnico e que não busca aplausos.
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