
Capitólio, nos Estados Unidos
REUTERS/Fabrizio Bensch
O Senado dos Estados Unidos rejeitou, nesta quarta-feira (4), um projeto de lei que poderia interromper a guerra deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Irã.
A decisão demonstra apoio inicial ao conflito que se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio sem uma estratégia clara de saída para Washington.
A votação da chamada resolução sobre poderes de guerra, lançada pelo democrata Tim Kaine e co-patrocinada pelo republicano Rand Paul, terminou com 47 votos a favor e 53 contra.
Enquanto Rand Paul foi o único republicano a apoiar o projeto, o senador democrata John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único a romper com o partido e votar contra a resolução, mantendo a sua postura de apoio a Israel.
O texto daria aos legisladores a oportunidade de exigir a aprovação do Congresso antes que qualquer outro ataque fosse realizado.
A votação também acontece a poucos meses das eleições legislativas de meio de mandato, e em um momento em que as pesquisas mostram que o conflito é profundamente impopular entre os americanos.
Embora o Congresso seja o único órgão autorizado a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao presidente lançar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência criada por um ataque contra os Estados Unidos.
Nesta segunda-feira, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, utilizou o termo "guerra" para descrever o conflito em curso com o Irã, e não simplesmente uma intervenção militar.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

