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Senado dos EUA rejeita lei para interromper guerra no Irã

Votação da chamada resolução sobre poderes de guerra, lançada pelo democrata Tim Kaine e co-patrocinada pelo republicano Rand Paul, terminou com 47 votos a favor e 53 contra

Deutsche Welle
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05/03/2026 • 08:33 • Atualizado em 05/03/2026 • 08:33

Capitólio, nos Estados Unidos

Capitólio, nos Estados Unidos

REUTERS/Fabrizio Bensch

O Senado dos Estados Unidos rejeitou, nesta quarta-feira (4), um projeto de lei que poderia interromper a guerra deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Irã.

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A decisão demonstra apoio inicial ao conflito que se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio sem uma estratégia clara de saída para Washington.

A votação da chamada resolução sobre poderes de guerra, lançada pelo democrata Tim Kaine e co-patrocinada pelo republicano Rand Paul, terminou com 47 votos a favor e 53 contra.

Enquanto Rand Paul foi o único republicano a apoiar o projeto, o senador democrata John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único a romper com o partido e votar contra a resolução, mantendo a sua postura de apoio a Israel.

O texto daria aos legisladores a oportunidade de exigir a aprovação do Congresso antes que qualquer outro ataque fosse realizado.

A votação também acontece a poucos meses das eleições legislativas de meio de mandato, e em um momento em que as pesquisas mostram que o conflito é profundamente impopular entre os americanos.

Embora o Congresso seja o único órgão autorizado a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao presidente lançar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência criada por um ataque contra os Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, utilizou o termo "guerra" para descrever o conflito em curso com o Irã, e não simplesmente uma intervenção militar.