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Silvinei mostrou atestado falso de que não ouvia ou falava por câncer

Silvinei justificou que estava indo fazer um tratamento em El Salvador

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

26/12/2025 • 17:09 • Atualizado em 26/12/2025 • 17:09

Resumo

Prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, ocorreu no Paraguai durante operação internacional, quando ele tentava embarcar para El Salvador usando identidade falsa em passaporte com o nome Julio Eduardo.

Investigação aponta tentativa de Vasques de evitar detenção por meio de documento falso e apresentação de laudo médico fraudulento, alegando não conseguir ouvir ou falar devido a câncer, além de prescrição médica com nome fictício para fortalecer a versão apresentada.

Justificativa de Silvinei envolveu declaração às autoridades aeroportuárias sobre necessidade de tratamento médico em El Salvador, detalhando diagnóstico grave, terapias realizadas no Brasil e impossibilidade de comunicação verbal, com pedido de compreensão e colaboração para a viagem.

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso em uma operação internacional quando se preparava para deixar Paraguai com destino a El Salvador.

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Segundo a investigação, Vasques tentou usar o documento falso para evitar a detenção e prosseguir sua fuga em território estrangeiro. No passaporte há o nome de Julio Eduardo.

Além disso, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal também apresentou um laudo falso onde afirmava não ouvir ou falar devido a um câncer.

Silvinei justificou que estava indo fazer um tratamento em El Salvador. Silvinei também apresentou uma prescrição médica com o nome falso de Julio Eduardo para corroborar em sua história.

Veja a declaração que Silvinei Vasques tentou usar

DECLARAÇÃO PESSOAL PARA AUTORIDADES AEROPORTUÁRIAS

Eu, a pessoa que apresenta este documento, informo que não falo nem ouço, devido a uma condição médica grave.

Tenho diagnóstico de Glioblastoma Multiforme – Grau IV, câncer localizado na cabeça (cérebro), doença oncológica de prognóstico grave, razão pela qual não posso me comunicar verbalmente nem compreender instruções orais. Por este motivo, não posso responder a perguntas de forma falada.

Se for necessário, a comunicação pode ser realizada por escrito.

Informo, também, que conto com autorização médica para viajar, bem como receituário médico e medicação de uso contínuo, os quais porto comigo durante a viagem.

Durante o mês de dezembro de 2025, realizei tratamento de radioterapia e quimioterapia na cidade de Foz do Iguaçu, Brasil, o que ocasionou pequenas lesões na região do crânio, como efeito secundário do excesso de exposição ao feixe de radiação.

Atualmente, desloco-me para realizar tratamento médico de radiocirurgia, o qual é um procedimento moderno e eficaz, que pode contribuir para prolongar o período de vida, conforme indicação médica especializada.

No entanto, encontro-me completamente lúcido(a), consciente e em condições clínicas adequadas para realizar a viagem, bem como para atender a qualquer necessidade ou requerimento das autoridades competentes, dentro das minhas limitações de comunicação verbal e auditiva.

Viajo de Assunção, Paraguai, para San Salvador, El Salvador, em voo operado pela empresa COPA Airlines, com o objetivo exclusivo de receber o referido tratamento médico.

Minha data de retorno ainda não está definida, já que dependerá da realização de exames médicos complementares e de uma possível internação hospitalar necessária para a realização do procedimento.

Apresento esta declaração para conhecimento das autoridades competentes e solicito respeitosamente sua compreensão e colaboração.

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