
António José Seguro, do Partido Socialista
REUTERS/Rita Franca
O candidato António José Seguro, do Partido Socialista, foi eleito o próximo presidente de Portugal, indicam projeções da mídia local. Ele disputava o pleito com André Ventura, da extrema-direita, e venceu por uma ampla vantagem: tendo entre 68% e 73% dos votos. O resultado marca o fim de uma campanha polarizada que levou aos eleitores duas visões distintas sobre os rumos do país.
A votação ainda ocorreu em meio a um momento de grandes dificuldades em Portugal, com tempestades que provocaram devastação, enchentes e deixaram cidades inteiras isoladas. Ventura, inclusive, chegou a pedir o adiamento das eleições.
Ex-líder do Partido Socialista, Seguro começou atrás nas pesquisas mais vou crescendo gradativamente ao longo da campanha com um discurso de moderação e se vendendo como um candidato “suprapartidário", que buscaria atuar com diferentes forças políticas. Ele venceu o primeiro turno com pouco mais de 31% dos votos.
É importante destacar que, em Portugal, o presidente tem menos poderes do que aqueles habitualmente associados ao cargo em um país como o Brasil e tem um papel mais simbólico, sendo o papel de governar do gabinete do primeiro-ministro, atualmente ocupado pela centro-direita.
Mesmo assim, a eleição à presidência é simbólica e pode demonstrar outras tendências tanto da política portuguesa quanto da Europa como um todo.
Essa foi apenas a segunda vez na história de Portugal após a Revolução dos Cravos que houve um segundo urno para a presidência. A primeira foi há quatro décadas (1986) e se deu entre Mário Soares e Freitas do Amaral.
António José Seguro sucederá Marcelo Rebelo de Sousa, que preside Portugal desde 2016, tendo sido reeleito em 2021.
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