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Sorvepotel: o novo golpe virtual que se espalha pelo WhatsApp e preocupa especialistas

Chamado de Sorvepotel, o vírus usa mensagens de amigos para roubar dados e senhas bancárias. Especialistas explicam como o golpe funciona e como se proteger.

Alessandra Petraglia
ALESSANDRA PETRAGLIA

01/11/2025 • 11:23 • Atualizado em 01/11/2025 • 11:23

Como se proteger do sorvepotel, o novo golpe virtual pelo whatsapp

Como se proteger do sorvepotel, o novo golpe virtual pelo whatsapp

Pexels

Nos últimos meses, o Brasil vem enfrentando uma nova onda de ataques virtuais, e o nome da vez é sorvepotel. Mas, calma: não tem nada a ver com sorvete. Esse 'prato' é, na verdade, um vírus digital que vem se espalhando pelo WhatsApp e preocupando especialistas em segurança.

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Segundo a Sala Digital, o interesse de busca por 'golpes' atingiu o maior patamar da série histórica do Google Trends, o índice dobrou em cinco anos. Entre os termos mais procurados quando os crimes são os cibernéticos, ou seja, os golpes virtuais estão ‘golpe do WhatsApp’ e ‘Golpe do WhatsApp, o que fazer?’, e o misterioso sorvepotel integra essas buscas.

O que é o sorvepotel?

O sorvepotel é um malware (um software malicioso) identificado em setembro de 2025. Apesar do nome curioso, ele é tudo menos inofensivo. O apelido veio de domínios usados pelos criminosos, que incluíam expressões como 'sorvete no pote'.

O problema começa quando a vítima recebe, via WhatsApp, um arquivo ZIP disfarçado de ‘recibo’, ‘fatura’ ou 'orçamento'. Ao abrir o anexo, um atalho (.LNK) instala o vírus no computador, especialmente em sistemas Windows.

A partir daí, o sorvepotel passa a monitorar o navegador e roubar informações importantes, como senhas e dados bancários.

Um vírus que se espalha sozinho

O que mais chama atenção é a capacidade de autopropagação dele. Depois de instalado, o sorvepotel usa sessões do WhatsApp Web para reenviar automaticamente o arquivo malicioso para todos os contatos da vítima, criando um verdadeiro ‘efeito dominó’.

“É como se o vírus pegasse carona nas conversas do WhatsApp e saísse distribuindo cópias de si mesmo”, explica o especialista em cibersegurança Gustavo Torrente, em entrevista ao programa BandNews Live. “Quando a mensagem vem de alguém conhecido, a gente abaixa a guarda”, completa.

Os dados indicam que o golpe é quase made in Brazil: dos 477 casos detectados globalmente pela Trend Micro, empresa de cibersegurança que investiga o novo golpe, 457 ocorreram no país. O código do vírus, inclusive, verifica o idioma e o fuso horário para atingir apenas vítimas brasileiras.

Impacto e riscos

Luiz Augusto D'Urso, advogado especialista em Crimes Cibernéticos, alerta que o problema vai além do roubo de dados. "Muita gente nem percebe que o computador foi invadido, e continua usando o WhatsApp normalmente. O vírus pode usar essa conta para cometer outros crimes em nome da vítima”, explicou também em entrevista ao BandNews Live.

Além de acessar contas bancárias, o sorvepotel pode causar bloqueio do WhatsApp por envio automático de spam e permitir comandos remotos no sistema.

Como se proteger

Para evitar o golpe, os especialistas recomendam:

  • Desconfiar de anexos ZIP, mesmo vindos de contatos conhecidos.
  • Desativar downloads automáticos no WhatsApp.
  • Atualizar o antivírus e o sistema operacional.
  • Encerrar o WhatsApp Web quando não estiver em uso.
  • E, se for tarde demais, desconectar da internet, rodar uma varredura e alterar todas as senhas

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