
Como se proteger do sorvepotel, o novo golpe virtual pelo whatsapp
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Nos últimos meses, o Brasil vem enfrentando uma nova onda de ataques virtuais, e o nome da vez é sorvepotel. Mas, calma: não tem nada a ver com sorvete. Esse 'prato' é, na verdade, um vírus digital que vem se espalhando pelo WhatsApp e preocupando especialistas em segurança.
Segundo a Sala Digital, o interesse de busca por 'golpes' atingiu o maior patamar da série histórica do Google Trends, o índice dobrou em cinco anos. Entre os termos mais procurados quando os crimes são os cibernéticos, ou seja, os golpes virtuais estão ‘golpe do WhatsApp’ e ‘Golpe do WhatsApp, o que fazer?’, e o misterioso sorvepotel integra essas buscas.

O que é o sorvepotel?
O sorvepotel é um malware (um software malicioso) identificado em setembro de 2025. Apesar do nome curioso, ele é tudo menos inofensivo. O apelido veio de domínios usados pelos criminosos, que incluíam expressões como 'sorvete no pote'.
O problema começa quando a vítima recebe, via WhatsApp, um arquivo ZIP disfarçado de ‘recibo’, ‘fatura’ ou 'orçamento'. Ao abrir o anexo, um atalho (.LNK) instala o vírus no computador, especialmente em sistemas Windows.
A partir daí, o sorvepotel passa a monitorar o navegador e roubar informações importantes, como senhas e dados bancários.
Um vírus que se espalha sozinho
O que mais chama atenção é a capacidade de autopropagação dele. Depois de instalado, o sorvepotel usa sessões do WhatsApp Web para reenviar automaticamente o arquivo malicioso para todos os contatos da vítima, criando um verdadeiro ‘efeito dominó’.
“É como se o vírus pegasse carona nas conversas do WhatsApp e saísse distribuindo cópias de si mesmo”, explica o especialista em cibersegurança Gustavo Torrente, em entrevista ao programa BandNews Live. “Quando a mensagem vem de alguém conhecido, a gente abaixa a guarda”, completa.
Os dados indicam que o golpe é quase made in Brazil: dos 477 casos detectados globalmente pela Trend Micro, empresa de cibersegurança que investiga o novo golpe, 457 ocorreram no país. O código do vírus, inclusive, verifica o idioma e o fuso horário para atingir apenas vítimas brasileiras.
Impacto e riscos
Luiz Augusto D'Urso, advogado especialista em Crimes Cibernéticos, alerta que o problema vai além do roubo de dados. "Muita gente nem percebe que o computador foi invadido, e continua usando o WhatsApp normalmente. O vírus pode usar essa conta para cometer outros crimes em nome da vítima”, explicou também em entrevista ao BandNews Live.
Além de acessar contas bancárias, o sorvepotel pode causar bloqueio do WhatsApp por envio automático de spam e permitir comandos remotos no sistema.
Como se proteger
Para evitar o golpe, os especialistas recomendam:
- Desconfiar de anexos ZIP, mesmo vindos de contatos conhecidos.
- Desativar downloads automáticos no WhatsApp.
- Atualizar o antivírus e o sistema operacional.
- Encerrar o WhatsApp Web quando não estiver em uso.
- E, se for tarde demais, desconectar da internet, rodar uma varredura e alterar todas as senhas
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