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Suspeito do desaparecimento de estudante trans da Unesp diz ter álibi e acusa namorado da jovem

De acordo com o delegado do caso, isso não significa que o policial da reserva não teria participado do crime

Da redação, com informações do Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM INFORMAÇÕES DO ESTADÃO CONTEÚDO

07/08/2025 • 12:01 • Atualizado em 07/08/2025 • 12:01

Carmen de Oliveira Alves está desaparecida desde 12 de junho

Carmen de Oliveira Alves está desaparecida desde 12 de junho

Arquivo pessoal

O policial militar da reserva Roberto Carlos de Oliveira, suspeito de envolvimento no desaparecimento da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, confirmou em depoimento que o namorado da universitária, Marcos Yuri Amorim, matou a jovem. O caso está sendo investigado desde o 12 de junho, Dia dos Namorados.

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De acordo com o delegado do caso, Miguel Rocha, o policial da reserva negou envolvimento no crime e que ele teria um álibi, indicando que ele não estava com Marcos na hora e local do crime.

"Porém, isso não significa que ele não participou do crime", disse o delegado. "Ele pode ter colaborado, sim, de alguma forma, para o resultado da morte". A defesa de Marcos Yuri não foi localizada. Conforme Rocha, o suspeito tem permanecido em silêncio e não desejou se manifestar após o depoimento de Roberto.

Relembre o caso

A estudante Carmen de Oliveira Alves, de 25 anos, mulher trans, está desaparecida desde o 12 de junho. Ela foi vista pela última vez após sair do campus de Ilha Solteira da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), onde é aluna do curso de Zootecnia.

De acordo com informações de colegas, Carmen fez uma prova e saiu da universidade com sua bicicleta elétrica de cor preta. Ela tem aproximadamente 1,70 de altura, cabelo preto cacheado, pele negra e olhos castanhos.

No dia 10 julho, a Polícia Civil prendeu o namorado dela, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar da reserva Roberto Carlos de Oliveira.

De acordo com as investigações, o namorado da vítima teria cometido o crime para não assumir o relacionamento com ela.

Segundo o delegado responsável, Carmen havia feito um dossiê contra Marcos sobre alguns delitos cometidos por ele na região e o pressionava a assumir o relacionamento, ameaçando usar o documento contra ele.

Ainda de acordo com a polícia, Marcos e Roberto também tinham um envolvimento amoroso, motivo pelo qual o oficial teria ajudado o companheiro no crime.

Inicialmente, os dois suspeitos negaram qualquer participação no crime. Agora, o policial acusa o então ex-affair de ser o responsável integral do caso.

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