
Polícia Civil
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Os dois suspeitos que estavam presos sob suspeita de abuso e assassinato contra a bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, foram soltos após a conclusão do inquérito policial. Ao final da investigação, foram indiciados a mãe da criança e um dos suspeitos. A hipótese de estupro, no entanto, foi descartada.
Embora a equipe médica inicial tenha relatado suspeitas de abuso, exames laboratoriais e sexológicos não encontraram presença de sêmen ou material genético dos suspeitos no corpo da vítima, segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).
O laudo cadavérico apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica indireta. Segundo depoimento da mãe, ela teria adormecido ao lado da filha e de um dos homens, e, ao acordar, percebeu que ele dormia sobre a cabeça da criança.
Com essas evidências, a polícia reclassificou o caso como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) indiciou a mãe da menina, de 29 anos, por omissão, e um dos homens que estavam no local, de 26 anos, por homicídio culposo.
O advogado da mãe, Weryd Simões, criticou a condução inicial do caso, classificando o indiciamento dela como um "grave equívoco". Em nota, a defesa afirmou que a investigação "promoveu a prisão de pessoas inocentes, arruinou reputações e submeteu cidadãos à exposição pública" antes mesmo de esclarecer os fatos.
A defesa reforça que a maior pena já foi imposta à mãe pela própria vida: a perda irreparável de sua filha. O inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público, que decidira se acusa os dois suspeiros.
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