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Tarcísio coloca estrutura de SP à disposição da Venezuela após terremotos

Caso haja solicitação oficial da Venezuela, São Paulo poderá disponibilizar apoio técnico especializado, com profissionais do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Tremores deixaram mais de 160 mortos

Da redação
DA REDAÇÃO

25/06/2026 • 10:45 • Atualizado em 03/07/2026 • 18:29

Trabalho de resgate após terremotos na Venezuela

Trabalho de resgate após terremotos na Venezuela

REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

O governo de São Paulo informou, nesta quinta-feira (25), que colocou sua estrutura à disposição das autoridades da Venezuela para auxiliar nas ações de resposta aos terremotos que atingiram o país nesta quarta-feira (24). A medida foi determinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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Caso haja solicitação oficial, São Paulo poderá disponibilizar apoio técnico especializado, com profissionais do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), além de equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, conforme as necessidades identificadas pelas autoridades venezuelanas.

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo, coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, mantém contato com o Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil (Congepdec) para avaliar, de forma integrada, um eventual plano nacional de apoio humanitário à população venezuelana.

Terremotos deixam ao menos 164 mortos

Os terremotos de magnitude de 7,5 e 7,2 que atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24) deixaram ao menos 164 mortos e mais de 970 feridos, segundo a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, que declarou estado de emergência.

O epicentro do tremor foi detectado a cerca de 300 quilômetros a leste da capital, Caracas, no município de Montalbán, no estado de Carabobo, na região central da Venezuela. O terremoto teve uma profundidade de 13,2 quilômetros, por isso foi classificado como um sismo superficial, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O USGS estimou ainda que os terremotos poderão deixar um saldo potencial de 10 mil a 100 mil mortes, segundo a avaliação preliminar de seu sistema PAGER, que também prevê grandes perdas econômicas.

As equipes de resgate correm contra o tempo para salvar vítimas que ainda estariam nos prédios que desabaram.

Ajuda dos EUA e Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país está pronto para enviar ajuda à Venezuela. "Os dois grandes terremotos que acabam de atingir o nobre povo da Venezuela são de uma magnitude enorme e deixaram um número devastador de mortos. Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e capacitados para ajudar!", escreveu Trump em uma breve mensagem na sua rede social própria, a Truth Social.

"Instruí todas as agências do nosso governo a se prepararem e agirem com rapidez. Estaremos lá para os nossos novos e grandes amigos. Os primeiros relatórios não são bons!", concluiu Trump.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou "preocupação e consternação" e afirmou estar avaliando medidas para apoiar o país. Lula informou que instruiu o Ministério das Relações Exteriores, juntamente com a embaixada brasileira em Caracas, para avaliar a situação na Venezuela e as possíveis ações de ajuda que o Brasil poderia tomar.