
Toffoli prorroga por mais 60 dias investigação sobre caso Master
ASCOM/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 60 dias a investigação envolvendo o caso do Banco Master. A decisão, assinada nesta sexta-feira (16), atende a um pedido da autoridade policial, que solicitou mais tempo para finalizar as investigações sobre as supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. A Procuradoria-Geral da República foi notificada da decisão.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Polícia Federal (PF) a elaboração de um novo cronograma para os depoimentos dos investigados no chamado "caso Master". Além da readequação das datas, o magistrado determinou uma redução significativa no tempo reservado para as oitivas, que passou de cinco para apenas dois dias.
A decisão altera o planejamento anterior da corporação, que previa a realização dos depoimentos entre os dias 23 e 28 deste mês. Agora, o magistrado aguarda a sugestão da PF para definir o novo período em que os agentes deverão ouvir os envolvidos no processo.
Prisões e bloqueios bilionários
A primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, resultou na prisão de Daniel Vorcaro momentos antes de um embarque para Dubai. A detenção ocorreu simultaneamente à decretação da liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central. Vorcaro, acusado de gestão fraudulenta e manipulação de balanço, permaneceu preso por dois dias.
Nesta segunda fase, a Polícia Federal mirou o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, que teve o celular apreendido no Aeroporto de Guarulhos. A investigação considera este o ponto mais sensível do caso, devido à estreita ligação e influência de ambos nos Três Poderes e no cenário político de Brasília. Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foram sequestrados e bloqueados bens que superam R$ 5,7 bilhões.
Intervenção do Supremo Tribunal Federal
O caso tomou novos rumos em janeiro de 2026, quando o ministro Dias Toffoli determinou o sigilo absoluto do processo e avocou a investigação para o STF, justificando o envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Toffoli ordenou que todos os itens apreendidos fossem entregues lacrados diretamente ao Supremo, medida incomum que gerou estranheza nos bastidores jurídicos.
Próximos passos da investigação
Com a nova determinação, a Operação Compliance Zero entra em uma fase de análise técnica acelerada. A PF deve entregar o novo cronograma nos próximos dias para que as oitivas sejam retomadas dentro do prazo reduzido estipulado pelo STF.
O caso Master investiga supostas irregularidades financeiras e fraudes bancárias. O foco agora recai sobre o conteúdo extraído dos dispositivos apreendidos, que servirá de base para os interrogatórios que serão realizados sob o novo calendário da Suprema Corte.
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