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Trump adota estratégia de Putin contra Ucrânia e União Europeia

Trump descreveu em sua plataforma Truth Social “um grande sucesso no Alasca”, previu para breve um encontro trilateral com Zelensky e Putin, no qual serão “salvas milhões de vidas”.

Por Redação
REDAÇÃO

16/08/2025 • 12:32 • Atualizado em 16/08/2025 • 12:32

Moises Rabinovici
Trump e Putin se encontram no Alasca nesta sexta-feira (15)

Trump e Putin se encontram no Alasca nesta sexta-feira (15)

Marcos Brindicci/Reuters

Na volta para Washington, no Air Force One, o presidente Donald Trump ligou para Volodymyr Zelensky, com quem vai se encontrar, nesta segunda-feira, na Casa Branca. “Foi uma conversa difícil”, contou Trump, segundo o site Axios. Um cessar-fogo ficou por conta dele. O presidente Putin quer um acordo de paz, e não uma trégua, desde que satisfeitas as suas exigências territoriais: que sejam da Rússia as suas conquistas na Ucrânia, na guerra que continua. Na ida para o Alasca, Trump disse à FoxNews que voltaria infeliz à Washington se não conseguisse o cessar-fogo na Ucrânia. Na volta, à mesma FoxNews, ele afirmou que estava feliz, mesmo sem acordo.

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Mais uma vez, o manipulador Putin fez a cabeça do autointitulado “mestre da negociação”. Ele afirmou que pode conquistar a inteira região de Donetsk, se quiser. Por agora, quer Donbas inteira, mesmo as áreas que ainda não foram alcançadas pelas tropas russas. Em troca, promete não atacar a Ucrânia pela terceira vez (2014, Crimeia; e a invasão de agora), nem nenhum país europeu.

O enviado especial dos EUA para a paz em Gaza e Ucrânia, Steve Witkoff, resumiu a reunião no Alasca aos aliados da Otan, enquanto ainda no Air Force One. Ele disse: “um acordo de paz rápido é melhor do que um cessar-fogo”.

Trump descreveu em sua plataforma Truth Social “um grande sucesso no Alasca”, previu para breve um encontro trilateral com Zelensky e Putin, no qual serão “salvas milhões de vidas”.

Mas quem pode comemorar é o czar Putin, retirado do isolamento internacional de três anos por uma grande recepção nos Estados Unidos. Ganhou tapete vermelho, escolta de Stealth Bombers, aplausos e abraços de Trump, com quem se reconciliou. Quem diria que ali estava um condenado por crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional, de Haia. Fora toda a pompa, ele impôs a sua vontade, e não a dos europeus, americanos e ucranianos. Saiu da cúpula sem nenhuma sanção econômica extra, como a prometida contra os países que compram o seu petróleo e financiam a guerra.

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