
Trump Xi Jinping
Reuters/Kevin Lamarque
Resumo
Presidente Donald Trump ameaça encerrar importações de óleo de cozinha e outros produtos da China, elevando tensões comerciais.
Redução nas compras de soja americana pela China gera críticas de produtores rurais nos EUA, especialmente no Meio-Oeste.
China responde às ameaças de Trump destacando que políticas unilaterais não favorecem a estabilidade econômica global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra a China nesta terça-feira (15), ao ameaçar encerrar as importações de óleo de cozinha e outros produtos do país asiático. A declaração foi feita em sua rede social, Truth Social, e reacende as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
“Acredito que a China está propositalmente deixando de comprar nossa soja, causando dificuldades aos nossos agricultores. Isso é um ato de hostilidade econômica”, escreveu Trump.
“Estamos considerando encerrar os negócios com a China que envolvem óleo de cozinha e outros elementos do comércio, como forma de retaliação. Podemos produzir nosso próprio óleo de cozinha, não precisamos comprá-lo deles.”

A ameaça ocorre em meio a um novo impasse comercial entre Washington e Pequim. Segundo analistas, o governo chinês teria reduzido significativamente as compras de soja americana nas últimas semanas, o que gerou críticas de produtores rurais dos Estados Unidos, especialmente no Meio-Oeste, região estratégica para a base eleitoral de Trump.
Desde o início de seu novo mandato, o republicano tem reforçado medidas protecionistas e acusado a China de manipular o mercado agrícola e beneficiar aliados estratégicos como a Rússia e o Irã. O Departamento de Comércio dos EUA ainda não confirmou se há planos concretos para restrições à importação de óleo vegetal chinês, mas fontes da Casa Branca afirmam que o tema está sendo discutido entre assessores econômicos e representantes do setor agrícola.
A China é atualmente um dos principais fornecedores de óleo de cozinha e derivados de soja para o mercado americano, e também um dos maiores compradores da soja produzida nos EUA. Especialistas alertam que uma suspensão nas relações comerciais pode elevar os preços internos e desestabilizar o mercado agrícola internacional.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da China respondeu que “as ameaças unilaterais e políticas de coerção não contribuem para a estabilidade econômica global”, e pediu que Washington “respeite as regras do comércio internacional e evite medidas que prejudiquem ambos os povos.”
A nova declaração de Trump marca mais um capítulo da guerra comercial entre EUA e China, que tem se intensificado desde 2018, quando o então presidente impôs tarifas bilionárias sobre produtos chineses.
(Com informações das agências internacionais)
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