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Trump anuncia cessar-fogo, mas ataque em Gaza expõe fragilidade do acordo

Cinco palestinos morreram após disparos de soldados israelenses; ONU estima destruição de 80% da Faixa de Gaza e custo de US$ 80 bilhões para reconstrução.

Por Redação
REDAÇÃO

14/10/2025 • 11:40 • Atualizado em 14/10/2025 • 11:40

Ataque em Gaza ameaça cessar-fogo articulado por Trump

Ataque em Gaza ameaça cessar-fogo articulado por Trump

The White House

Um novo ataque registrado na Faixa de Gaza colocou em dúvida a durabilidade do cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o Exército israelense, cinco palestinos foram mortos após se aproximarem de uma área restrita às tropas, em uma violação das regras do acordo. Apesar do incidente, o governo de Israel classificou a ação como pontual e negou ruptura do pacto de paz.

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O plano, articulado por Trump, prevê o recuo gradual das tropas israelenses, a libertação de reféns mantidos pelo Hamas e a soltura de cerca de dois mil prisioneiros palestinos detidos em Israel. A trégua também inclui a entrada de ajuda humanitária e um compromisso de reconstrução da Faixa de Gaza, devastada após quase dois anos de bombardeios.

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 80% do território palestino está em ruínas. O Banco Mundial calcula que serão necessários ao menos US$ 80 bilhões para reconstruir a região. A questão central agora é quem arcará com esses custos.

Milhares de moradores retornam a áreas do norte da Faixa de Gaza, enquanto o Exército de Israel ainda controla 53% do território, segundo fontes internacionais. O governo israelense afirma que as tropas permanecem apenas em zonas de segurança e que a retirada completa dependerá do cumprimento das cláusulas do cessar-fogo, incluindo a entrega das armas pelo Hamas — algo que ainda não ocorreu.

O correspondente da Rádio Bandeirantes em Nova Iorque, Eduardo Barão, destacou que as negociações passam agora pela definição dos responsáveis pela segurança e pelo financiamento da reconstrução. “Trump articula um acordo de paz, mas ainda há dúvidas sobre a execução e o comprometimento das partes”, afirmou.

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