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Trump critica membros da Otan e questiona lealdade de aliados dos EUA

Republicano afirmou que Washington sempre apoiará a aliança, mas lamentou falta de reconhecimento e baixo investimento militar de parceiros.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

07/01/2026 • 12:40 • Atualizado em 07/01/2026 • 12:48

Trump

Trump

Chip Somodevilla/Pool via REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e questionou o nível de reciprocidade dos aliados em uma eventual necessidade militar americana. Em publicação feita na rede social Truth Social nesta quarta-feira (7), o republicano reiterou o apoio de Washington à organização, mas demonstrou insatisfação com a postura de determinados países membros em meio às tensões diplomáticas envolvendo os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia.

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Questionamento sobre reciprocidade e o Nobel da Paz

Em suas declarações, Trump enfatizou que a lealdade dos Estados Unidos com a aliança permanece, embora sinta que o movimento não é totalmente mútuo. "Sempre estaremos lá pela Otan, mesmo que eles não estejam lá por nós", escreveu o presidente.

O líder americano utilizou o espaço para manifestar descontentamento específico com a Noruega, país que faz parte da aliança. Trump alegou que, apesar de ter atuado para encerrar oito conflitos armados, o país europeu "ingenuamente optou por não conceder" o Prêmio Nobel da Paz a ele. Para o republicano, a decisão reflete uma falta de reconhecimento pelos esforços diplomáticos e militares de sua gestão na cena internacional.

Investimentos militares e pressão sobre o PIB

Um dos pontos centrais da crítica de Trump reside na divisão de custos dentro da Otan. O presidente afirmou que, antes de sua intervenção, os Estados Unidos arcavam com despesas desproporcionais, enquanto a contribuição de defesa de outros integrantes sequer atingia o patamar de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o presidente, essa realidade mudou após sua ascensão à Casa Branca. Trump relatou que os demais líderes, aos quais se referiu como amigos, aceitaram aumentar a participação financeira para 5% do PIB após diálogos diretos. O republicano defende que sua postura firme foi determinante para a manutenção da soberania europeia. "Sem a minha intervenção, a Rússia teria TODA A UCRÂNIA agora", declarou.

O impacto da liderança dos EUA perante Rússia e China

Donald Trump também avaliou o papel estratégico de Washington como o único fator de dissuasão contra potências como Rússia e China. Na visão do presidente, sem a presença e o poderio militar dos Estados Unidos, a Otan não imporia qualquer receio aos governos de Moscou e Pequim.

O republicano atribuiu a segurança atual da aliança ao processo de modernização das forças armadas americanas iniciado em seu primeiro mandato. Ele ressaltou que a continuidade dessa reconstrução é o que garante o respeito global. "A única nação que a China e a Rússia temem e respeitam é a reconstruída dos EUA por Donald Trump", concluiu, referindo-se à sua própria liderança frente ao país.

As declarações ocorrem em um momento de atrito diplomático, após a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmar que um eventual ataque dos EUA contra a Groenlândia significaria o "fim da Otan".