
Trump durante envento no Texas
Elizabeth Frantz/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Cuba "está em grande dificuldade" e disse que algo "muito positivo pode acontecer" no país, sem detalhar prazos ou medidas concretas. Segundo ele, Havana está conversando com Washington e "talvez tenhamos uma tomada de poder amigável".
As declarações foram feitas durante conversa com jornalistas na saída da Casa Branca. Trump descreveu a ilha como um país em declínio e afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, está "tomando conta disso", sem dar mais detalhes.
As declarações ocorrem em meio a uma grave crise energética em Cuba, com apagões recorrentes após a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, em decisão associada à pressão americana sobre Caracas. A ilha enfrenta racionamento de combustível, cancelamento de voos e déficit elevado de geração de energia, enquanto os EUA defendem que as sanções respondem a uma "ameaça excepcional".
Em aouração da Reuters, o governo cubano afirmou não estar em “negociações de alto nível com os Estados Unidos". A imprensa americana diz que o governo Trump poderia estar em conversas informais com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Fidel Castro, que morreu em 2016.
As tensões entre os países aumentaram recentemente após o governo cubano informar que abriu fogo contra uma lancha com dez passageiros em águas do país. A embarcação registrada na Flórida teria atacado a tiros uma patrulha da Guarda Costeira de Cuba acusando-os de terrorismo, em ação com apoio do governo americano, o que foi negado por Rubio.
Conversa com Putin sobre Ucrânia
Trump também disse ter conversado com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sem informar quando ocorreu o contato, e reiterou que deseja o fim da guerra na Ucrânia.
"Queremos fazer um acordo com Rússia e Ucrânia para fim de guerra", afirmou. O conflito completou quatro anos nesta semana.
Secretário e o caso Epstein
Ao comentar a situação do secretário de Comércio, Howard Lutnick, citado em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça (DoJ) sobre contatos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein após 2008, Trump afirmou que ele "dirá o que tiver de dizer", sem acrescentar detalhes.
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