
Trump durante encontro de líderes da OTAN
Umit Bektas/Retuers
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira (16) a aproximação com a Venezuela, iniciada após a ação militar que resultou na captura do então ditador Nicolás Maduro, no começo do ano, e afirmou que a Agência Central de Inteligência (CIA) divulgará documentos sobre a interferência do ex-líder venezuelano no processo eleitoral americano.
Acordo com Caracas e petróleo
Ao comentar a nova fase das relações com Caracas, Trump disse que o governo venezuelano colabora com Washington na área energética. Segundo o presidente, o país sul-americano deve disponibilizar grandes volumes de petróleo para o mercado norte-americano.
"Vencemos na Venezuela e agora eles estão trabalhando em conjunto com Washington para disponibilizar milhões e milhões de barris de petróleo", declarou o republicano em pronunciamento.
Trump apresentou a parceria como resultado direto da operação que tirou Maduro do poder e destacou que a reaproximação tem impacto imediato na economia dos Estados Unidos, ao ampliar a oferta de combustíveis.
Acusações contra Maduro e atuação da CIA
No discurso, o presidente afirmou que a CIA prepara a divulgação de informações que, segundo ele, comprovariam a influência de Maduro nas eleições norte-americanas. Trump não detalhou quais dados o órgão de inteligência tornará públicos nem em qual pleito teria ocorrido a interferência.
Para o presidente, a divulgação desses documentos reforçará o argumento de que adversários externos tentaram manipular o cenário político nos Estados Unidos. Ele afirmou que a cooperação atual com Caracas também passa por essa agenda de transparência.
Menção à guerra contra o Irã
Trump também comentou o conflito com o Irã. Ele afirmou que os Estados Unidos estão "vencendo" a guerra, mas reconheceu dificuldades para encerrar as hostilidades.
O presidente declarou que o país obtém avanços significativos em várias frentes da política externa e citou a situação iraniana como um dos principais desafios do governo. Segundo ele, o objetivo é consolidar ganhos militares e diplomáticos sem prolongar o envolvimento americano no conflito.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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