
Donald Trump, presidente dos EUA
Reprodução: REUTERS/Elizabeth Frantz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conter o programa nuclear do Irã e evitar o que chamou de "destruição do Oriente Médio" é, para ele, mais importante do que oscilações nos preços do petróleo, em publicação recente na rede social Truth Social.
Na mensagem, Trump se referiu ao Irã como "império maligno" e disse que impedir o país de possuir armas nucleares e, em sua visão, "destruir o Oriente Médio" é "de muito maior interesse e importância" do que as mudanças nas cotações do petróleo.
Ele também vinculou o tema à posição dos Estados Unidos no mercado de energia. "Os Estados Unidos são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo, então, quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro", escreveu o republicano em sua conta na Truth Social.
Ao destacar o peso da produção doméstica, Trump sugeriu que eventuais altas no preço do barril beneficiam a economia americana, mas reforçou que, em sua avaliação, a prioridade deve ser impedir o avanço do programa nuclear iraniano.
Energia no centro do discurso
Os Estados Unidos figuram entre os maiores produtores globais de petróleo e gás, o que reduz a dependência de importações e torna o país menos vulnerável a choques de oferta no Oriente Médio. Nesse contexto, Trump voltou a enfatizar o impacto econômico positivo de preços mais altos para produtores americanos.
Durante seu mandato, o republicano defendeu a expansão da exploração de combustíveis fósseis e adotou sanções contra países como Irã e Venezuela, medidas que afetaram o fluxo global de petróleo. Agora, ele associa novamente política externa, segurança e mercado de energia em suas declarações públicas.
Tensão com Irã e temor de arma atômica
O Irã mantém há anos um programa nuclear que Teerã afirma ter fins civis, mas que potências ocidentais temem que possa servir ao desenvolvimento de armamentos. Em 2015, o país assinou um acordo com grandes potências para limitar suas atividades nucleares em troca de alívio de sanções, pacto do qual Trump retirou os Estados Unidos em 2018.
Na nova publicação, Trump sugeriu que Teerã poderia "destruir o mundo" se tivesse armas nucleares, mas afirmou que não permitirá que isso aconteça. Ele não detalhou, porém, que tipo de ação considera necessária para evitar que o Irã alcance essa capacidade.
As declarações se somam ao histórico de críticas de Trump ao regime iraniano e reforçam a centralidade do tema nuclear em sua visão de segurança internacional, ao mesmo tempo em que minimizam o peso de eventuais impactos negativos de alta do petróleo para consumidores.
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