Para além do papel de liderança da Igreja Católica, Papa Francisco foi um importante agente político, Chefe de Estado do Vaticano e usou essa influência para se manifestar sobre diferentes assuntos – principalmente em relação à luta contra a desigualdade social e a pobreza. Seus posicionamentos, porém, incomodaram líderes conservadores, como Donald Trump, nos Estados Unidos, e Javier Milei, na Argentina.
A Sala Digital destaca momentos em que os brasileiros tiveram mais interesse de buscas da relação de Papa Francisco com presidentes e outros líderes mundiais conservadores. O levantamento de dados contempla datas desde 2013, ano em que Francisco assumiu a Igreja Católica.
Papa Francisco e Donald Trump
Ainda como pré-candidato, em fevereiro de 2016, Papa Francisco afirmou que o republicano “não é cristão”, por suas opiniões sobre políticas de imigração. Em novembro daquele ano, com Trump eleito, o líder católico disse: “É preciso destruir os muros que dividem e construir pontes que permitam a diminuição das desigualdades e acrescentam a liberdade e os direitos.”
Já em 2017, como presidente, Donald Trump, sua esposa Melania e uma comitiva foram ao Vaticano para uma visita oficial. O Papa presenteou o presidente com um texto de sua autoria: "A não violência, estilo de uma política para a paz". Trump levou livros de Martin Luther King, pastor e ativista dos direitos afro-americanos.
Neste ano, uma manifestação de melhoras de Trump para Francisco em fevereiro também atraiu buscas. No mês seguinte, apurações jornalísticas apontaram um interesse da Casa Branca de influenciar a eleição do próximo papa.

Papa Francisco e Javier Milei
Papa Francisco é argentino e o primeiro líder latino da Igreja Católica. Apesar disso, ele nunca visitou seu país natal após assumir o cargo – o que provocou um sentimento de decepção por parte da população do país.
Como candidato à presidência da Argentina, em 2023, Javier Milei foi um opositor agressivo contra Francisco. Em sua campanha, afirmou que o Papa era “um imbecil que defende a justiça social” e um “representante do maligno”. Em setembro daquele ano, as falas motivaram, em Buenos Aires, uma missa em defesa do líder religioso, além de falas de repúdio do presidente da Conferência Episcopal Argentina, bispo Oscar Ojea.
Quando foi eleito, porém, o discurso mudou. Em novembro de 2023, Milei passou a se referir a Papa Francisco como “Sua Santidade” e, em fevereiro do ano seguinte, ao visitar o líder da Igreja Católica no Vaticano, levou um pedido de desculpas e um alfajor.

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