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Trump sugere que EUA podem reabrir Estreito de Ormuz à força

Presidente americano afirmou que, com "mais tempo", seria possível extrair o petróleo da região e "fazer uma fortuna"

Da redação
DA REDAÇÃO

03/04/2026 • 11:14 • Atualizado em 03/04/2026 • 11:18

Donald Trump sugere, em rede social, mudar estratégia

Donald Trump sugere, em rede social, mudar estratégia

REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, Truth Social, nesta sexta-feira (3), para sugerir uma mudança estratégica em relação à crise no Estreito de Ormuz. Contrariando declarações anteriores de que a responsabilidade pela segurança da via caberia a países asiáticos e europeus, o republicano afirmou que Washington poderia intervir diretamente na passagem. "Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, EXTRAIR O PETRÓLEO E FAZER UMA FORTUNA. SERIA UMA 'JORRA' PARA O MUNDO???", escreveu Trump.

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A declaração parece ecoar conversas reservadas ocorridas durante esta semana. Nestes diálogos, o presidente teria expressado o desejo de manter a ofensiva militar com o objetivo de se apoderar das reservas de petróleo iranianas. No entanto, o próprio Trump admitiu ser "lamentável" que a opinião pública americana não demonstre entusiasmo por uma empreitada dessa magnitude.

Até então, o discurso oficial da Casa Branca era de desengajamento. Na última quarta-feira (1º), Trump chegou a dizer que os americanos "não precisam" do estreito e que as nações dependentes do fluxo de energia deveriam "agarrá-lo e preservá-lo". Ele citou nominalmente Japão, China e Coreia do Sul como os principais interessados que deveriam assumir os riscos da operação.

Resistência internacional

A nova postura de Trump surge em um momento de intensa atividade diplomática. Na quinta-feira (2), representantes de 35 países se reuniram por videoconferência para buscar soluções para o bloqueio da hidrovia, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.

Atualmente, o tráfego comercial está praticamente paralisado devido a ataques iranianos com drones, mísseis antinavio e minas, o que causou uma disparada no preço do barril de petróleo. Apesar da urgência econômica, a via militar é vista com ceticismo global:

França: O presidente Emmanuel Macron, em visita à Coreia do Sul, classificou a ideia de abrir o estreito pelo uso da força como "irrealista".

Diplomacia: A maioria das nações defende que a reabertura ocorra por vias diplomáticas e somente após a cessação total das hostilidades, para evitar que frotas navais fiquem expostas a ataques prolongados.

O Estreito de Ormuz é considerado o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o setor de energia, sendo vital para o abastecimento global. Enquanto Trump flerta com a possibilidade de uma ocupação para extração de recursos, a comunidade internacional tenta evitar uma escalada que transforme a crise econômica em um conflito de proporções imprevisíveis.

Com informações da Agência Estado