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Trump: "Ninguém fez mais pela Otan do que eu"

Em balanço de governo, presidente americano ataca Nações Unidas, sugere criação de "Conselho de Paz" e confirma convite ao presidente Lula.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

20/01/2026 • 17:35 • Atualizado em 20/01/2026 • 17:45

Trump

Trump

Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que a sua atuação foi decisiva para a manutenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Durante coletiva de imprensa sobre o balanço do primeiro ano de seu segundo mandato, o republicano declarou que "ninguém fez mais" pela aliança do que ele, embora tenha ressaltado que o grupo não trata os EUA de "forma justa".

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"Se eu não tivesse chegado, não haveria Otan agora. Teria ficado no monte de cinzas da história", disparou o presidente. Durante a declaração, Trump evitou mencionar as recentes tensões envolvendo a Groenlândia, focando o discurso na importância de sua gestão para a sobrevivência da coalizão militar.

Críticas ao Nobel e à Noruega

Além de abordar a Otan, Trump reiterou que merece o prêmio Nobel da Paz por ter encerrado "oito guerras" durante seu período no poder. O presidente classificou como uma "piada" o fato de a Noruega controlar a premiação. No entanto, o Nobel da Paz é concedido por um Comitê Nobel independente, sem vínculo direto com as decisões do governo norueguês.

O republicano também direcionou críticas severas às Nações Unidas (ONU), afirmando que a organização jamais auxiliou os Estados Unidos a finalizar conflitos armados. Trump destacou que sua administração focou na "reconstrução do setor militar" americano como estratégia de fortalecimento nacional.

Proposta de Conselho de Paz

Como alternativa ao modelo atual de diplomacia global, o presidente americano defendeu a substituição da ONU por uma nova estrutura. "Conselho de Paz pode substituir as Nações Unidas", sugeriu Trump, sem detalhar o funcionamento do órgão.

Questionado sobre a participação de líderes estrangeiros no projeto, Trump confirmou que convidou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o conselho. O presidente dos EUA, contudo, não forneceu informações adicionais sobre os termos do convite ou a resposta do governo brasileiro até o momento.