
Israel
REUTERS/Ramadan Abed
A União Europeia (UE) condenou formalmente, nesta quarta-feira (11), as medidas unilaterais adotadas pelo governo de Israel para ampliar o controle sobre a parte ocupada da Cisjordânia. O bloco classificou as ações como contraproducentes e incompatíveis com as normas do direito internacional.
Em declaração conjunta, a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, e as comissárias Dubravka Suica e Hadja Lahbib manifestaram preocupação com o impacto dessas decisões. Para as autoridades europeias, os movimentos de Israel podem minar os esforços internacionais que buscam a estabilização e a promoção da paz na localidade.
Expansão de assentamentos
A reação do bloco europeu ocorre após anúncios feitos pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, no último final de semana. O ministro informou a implementação de medidas que envolvem a extensão do controle israelense em áreas que estão sob administração palestina.
Katz enfatizou que o objetivo central dessa estratégia é fortalecer os assentamentos israelenses localizados na Cisjordânia. Essa postura, no entanto, vai de encontro às diretrizes defendidas pela comunidade europeia para a região do Oriente Médio.
Soberania e territórios ocupados
A União Europeia aproveitou o comunicado para reafirmar sua posição histórica sobre o conflito. O bloco reiterou que não reconhece a soberania de Israel sobre os territórios ocupados desde junho de 1967, mantendo o entendimento de que tais áreas possuem status jurídico específico perante a lei internacional.
Segundo as comissárias e a chefe de política externa, a manutenção dessa postura é fundamental para a preservação de acordos prévios. A UE defende que qualquer alteração nas fronteiras deve ser fruto de consenso entre as partes envolvidas.
A solução de dois Estados
O documento emitido nesta quarta-feira também reforça o compromisso diplomático da Europa com a solução de dois Estados. O bloco segue apoiando a criação de um Estado palestino que seja independente, democrático, contíguo e viável.
Na visão das autoridades da UE, essa é a única via para garantir que os dois povos possam coexistir pacificamente e com segurança. A nota ressalta que as ações unilaterais dificultam a viabilidade desse projeto de Estado palestino ao fragmentar o território necessário para sua formação.
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