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Unânime aprovação do plano em Israel; execução do cessar-fogo é o problema

Pesquisas de opinião pública entre árabes e judeus israelenses, e a Bolsa de Valores de Tel Aviv atingindo recordista otimismo, sinalizam a unânime aceitação do plano de paz para Gaza do presidente Donald Trump

Por Redação
REDAÇÃO

30/09/2025 • 14:56 • Atualizado em 30/09/2025 • 14:56

Moises Rabinovici
Gaza

Gaza

REUTERS/Mohammed Fayq Abu Mostafa

Pesquisas de opinião pública entre árabes e judeus israelenses, e a Bolsa de Valores de Tel Aviv atingindo recordista otimismo, sinalizam a unânime aceitação do plano de paz para Gaza do presidente Donald Trump, que agora espera uma resposta decisiva do Hamas nos próximos três ou quatro dias.

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A pesquisa traz, porém, um dado preocupante: apenas 12% dos israelenses acreditam na implementação do plano.

A pesquisa foi feita com 847 adultos pelo Instituto Agam e a Universidade Hebraica de Jerusalem, logo após o anúncio do plano pelo presidente Trump, com margem de erro de 4,2%. Aprovam-no 71% dos israelenses e 93% dos cidadãos árabes.

As federações judaicas dos EUA deram boas-vindas ao plano de paz: “Esperamos e rezamos para que este acordo se concretize e traga os reféns restantes para casa, para as suas famílias”. A proposta “oferece um caminho credível para o futuro e a perspectiva de uma nova realidade em Gaza e no Oriente Médio em geral”. O presidente do Congresso Judaico Mundial, Ronald Lauder, disse que o “momento é de histórica consequência”.

O Índice TA-125 subiu 3,1% no fechamento desta terça-feira. Desde o início de 2025, ele já quebrou seu recorde histórico 36 vezes. "O desempenho recorde da bolsa de valores local nestes tempos desafiadores é um indicador da resiliência da economia israelense e das empresas públicas locais, além de uma visão otimista do futuro", afirmou a Bolsa de Valores em um comunicado.

Mas nem tudo está tranquilo com relação ao plano de paz. Um correspondente israelense Barak Ravid, que conversa com o presidente Trump, escreveu hoje que Netanyahu conseguiu “editar” alguns dos 21 itens do acordo em seu favor. Outro veterano correspondente, Tom Friedman, do New York Times, lembrou que Netanyahu fala para audiências no exterior em inglês e, em hebraico, para os israelenses -- e nem sempre a tradução confere. Às vezes, as versões colidem.

Um dos exemplos de Ravid foi o das condições e calendário para a retirada de Israel de Gaza. Netanyahu conseguiu modifica-las numa maratônica reunião no domingo com o enviado especial da paz no Oriente Médio, Steve Witkoff, e Jarred Kushner, genro de Donald Trump. Os líderes saudita, egípcio, jordaniano e turco teriam ficado “furiosos” com as mudanças, principalmente porque não lhes foram comunicadas com antecedência.

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