Resumo
Aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul foi confirmada pelos países do bloco, com anúncio realizado pelo Chipre, atual presidente rotativo, e expectativa de assinatura oficial em 17 de janeiro após negociações de mais de vinte anos.
Estabelecimento da maior zona de livre comércio do mundo abrangerá mais de 700 milhões de pessoas, fortalecendo as economias dos dois blocos e aguardando divulgação oficial da decisão pela União Europeia em nota pública.
Isenção de tarifas para produtos do agronegócio brasileiro, como suco de laranja, frutas, café solúvel e carnes processadas, promete aumento de rentabilidade para produtores nacionais, enquanto o setor de grãos terá consolidação de mercado e maior segurança jurídica para o comércio bilateral.
Os países da União Europeia confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, que detém a presidência rotativa do bloco.
Os países tinham até às 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro. A decisão marca o fim de uma negociação que se arrasta há mais de duas décadas e cria um dos maiores mercados consumidores do mundo.
O tratado estabelecerá uma zona de livre comércio abrangendo mais de 700 milhões de pessoas, fortalecendo as economias de ambos os blocos. A aprovação oficial deve ser comunicada por meio de nota pública da União Europeia nas próximas horas.
Impactos para o agronegócio brasileiro
O acordo prevê a isenção de tarifas para uma grande parte da pauta exportadora do agronegócio, o que aumentaria significativamente a rentabilidade do produtor nacional.
Produtos como suco de laranja, frutas, café solúvel e carnes processadas seriam os beneficiados imediatos com a redução das taxas de importação. Para o setor de grãos, a expectativa é de consolidação de mercado. Apesar de a soja já entrar com tarifa zero na maioria dos casos, o acordo traria segurança jurídica a longo prazo e regras mais claras para o comércio bilateral.
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