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Valdemar descarta sucessora para Michelle no PL: "Sabe como é mulher, né?"

Presidente do partido diz não ver nome à altura da ex-primeira-dama e estuda encerrar direção nacional do núcleo feminino

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 14:35 • Atualizado em 09/07/2026 • 14:36

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto

Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8), em Brasília, que o partido não pretende escolher uma substituta para Michelle Bolsonaro na presidência do PL Mulher e que estuda extinguir o comando nacional do núcleo feminino da sigla.

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As declarações ocorreram após almoço promovido pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC) em parceria com outras frentes, em que dirigentes e parlamentares discutiram pautas econômicas e a organização interna das legendas.

Ao ser questionado sobre a sucessão no comando do PL Mulher, o dirigente afirmou que nenhuma filiada reúne características semelhantes às da ex-primeira-dama para ocupar o cargo e exaltou a capacidade de mobilização de Michelle Bolsonaro.

Sem querer desmerecer as mulheres do nosso partido, aliás, são muito melhores do que os homens, nós não temos ninguém à altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada

Sem sucessora e desenho do núcleo feminino

Questionado se deputadas da legenda, como Bia Kicis (DF), Caroline de Toni (SC) ou Júlia Zanatta (SC), poderiam assumir a função, o presidente do PL respondeu que há nomes disponíveis, mas admitiu a dificuldade em escolher uma nova líder.

Nomes nós temos, mas você já imaginou? Se a gente colocar uma, você sabe como é mulher, né?

Na visão de Valdemar, a alternativa em estudo é extinguir a presidência nacional do PL Mulher e manter apenas as estruturas estaduais, com autonomia para organizar ações voltadas ao público feminino em cada unidade da federação.

Ele acrescentou que uma eventual revisão da decisão por parte de Michelle mudaria o cenário e indicou disposição para atender às demandas da ex-primeira-dama no partido.

Se a Michelle repensar, eu faço o que ela quiser

Motivos da saída da ex-primeira-dama

No dia 30 de junho, Michelle Bolsonaro anunciou que deixaria a posição à frente do PL Mulher para se dedicar integralmente aos cuidados com a filha e com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ela, a decisão foi tomada após período de reflexão em família sobre o momento vivido.

Michelle comandava o núcleo feminino da sigla desde março de 2023. A saída ocorreu poucos dias depois de um atrito público com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), exposto em vídeos publicados por ela nas redes sociais.

Nas gravações, a ex-primeira-dama relata ter se sentido humilhada após uma conversa telefônica sobre articulações políticas do partido no Ceará. Ela afirma que Flávio foi ríspido, a desrespeitou e sugeriu que ela se afastasse das decisões partidárias por não entender de política.

Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone (...). Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido, que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política

Candidatura ao Senado ainda em aberto

Além da saída do comando do PL Mulher, ainda não há definição sobre o futuro eleitoral de Michelle. Conforme relatou Valdemar Costa Neto, em conversa em que ela comunicou a decisão de deixar o núcleo feminino, a ex-primeira-dama mencionou que talvez não fosse candidata ao Senado.

De acordo com a Coluna do Estadão, dirigentes do PL avaliam, porém, que Michelle tende a manter o projeto de disputa ao Senado e que, em caso de recuo, seu capital eleitoral poderá ser transferido a outro nome da própria legenda.

Um dos nomes cotados é o da deputada federal Bia Kicis, que já lançou pré-candidatura e diz contar com uma estratégia de voto associado à ex-primeira-dama. Segundo a parlamentar, o plano era um "voto casado Michelle e Bia", mas ela pretende seguir na disputa mesmo que Michelle decida não concorrer.

Com informações do Estadão Conteúdo.