
A Alemanha tem registrado uma aceleração de falências no varejo, segundo um novo estudo, que contabilizou 2.490 falências entre agosto de 2024 e agosto de 2025.
Segundo a análise da seguradora de crédito Allianz Trade, divulgada em Hamburgo nesta quinta-feira (04/12), o número se aproximou do recorde anterior de 2.520 casos, registrado entre 2015 e 2016.
Concorrência de comércio online
"O setor varejista ainda está lutando com as profundas mudanças em seu modelo de negócios, que começaram durante a pandemia", disse o especialista do setor da Allianz, Guillaume Dejean. "Para resistir à concorrência intensificada dos principais marketplaces online, os varejistas precisam investir pesadamente em canais digitais, merchandising orientado por dados e tecnologias inovadoras para o design de lojas."
A Allianz Trade disse que muitas redes estão introduzindo sistemas autônomos de armazém, ferramentas de recomendação de produtos baseadas em IA e scanners robóticos de prateleiras. Outras estão testando robôs de serviço autônomos no piso de vendas para ajudar os clientes a encontrar itens. A seguradora afirmou que a situação continuará particularmente difícil para os pequenos varejistas – numa batalha que "lembra em parte a luta de Davi contra Golias".
O estudo afirmou que essas inovações melhoram a experiência do cliente e a lucratividade, mas exigem grandes investimentos iniciais com que muitos operadores menores não podem arcar.
No entanto, a seguradora também apontou sinais positivos, incluindo o aumento dos salários reais e a melhoria das condições de crédito.
Plataformas chinesas
Os ministros das Finanças da União Europeia concordaram em introduzir tarifas sobre encomendas de baixo custo de plataformas chinesas como Shein, Temu e AliExpress "o mais breve possível em 2026", o que poderá aliviar a pressão competitiva.
No entanto, com a ligeira melhora nas perspectivas econômicas, o ritmo de aumento das insolvências parece estar diminuindo gradualmente, explicou a seguradora de crédito. "As insolvências no setor varejista alemão continuam aumentando, mas o ritmo está perdendo força", explicou Guillaume Dejean, especialista do setor da Allianz Trade. "Em agosto de 2025, o aumento foi de 13% em relação ao ano anterior, comparado a 20% no ano anterior." Há "certa esperança de que a situação melhore, pelo menos lentamente".
md (AFP, ots)
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