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Vorcaro diz que ameaças a jornalistas foram “em tom de desabafo privado”

Nota da assessoria diz que empresário desabafou em mensagens privadas e que não teve intenção de intimidar profissionais de imprensa

Por Redação
REDAÇÃO

04/03/2026 • 18:10 • Atualizado em 04/03/2026 • 18:10

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A assessoria de imprensa do empresário Daniel Vorcaro divulgou nota em que afirma que, no momento de sua prisão, ele comunicou às autoridades que nunca teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que mensagens atribuídas a ele foram tiradas de contexto.

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Empresário diz que sempre respeitou a imprensa

No comunicado, a equipe de Vorcaro relata que o empresário “jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas” e busca esclarecer trechos de conversas que, segundo ele, foram interpretados de forma equivocada.

De acordo com a nota, Vorcaro declarou que “sempre respeitei o trabalho da imprensa e, ao longo de minha trajetória empresarial, mantive relacionamento institucional com diversos veículos e jornalistas”.

Não me lembro de minhas conversas por telefone, mas, se em algum momento me exaltei em mensagens no passado, o fiz em tom de desabafo, em privado, sem qualquer objetivo de intimidar quem quer que seja. Jamais determinei ou determinaria agressões ou qualquer espécie de violência

Mensagens em tom de desabafo e colaboração com investigação

Na avaliação da defesa, o conteúdo das mensagens deve ser analisado levando em conta o contexto em que foram enviadas. A assessoria reforça que eventuais manifestações de Vorcaro ocorreram em âmbito privado e não tinham caráter de ameaça.

O texto também destaca que o empresário segue colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso. A expectativa da equipe é que a apuração completa dos fatos esclareça o teor das comunicações e contraponha o que classificam como “interpretações equivocadas” divulgadas até agora.

A decisão do ministro André Mendonça (STF), que autorizou a prisão de Daniel Vorcaro durante a terceira fase da operação Compliance Zero, incluiu que um núcleo denominado ‘A Turma’ mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.