
Romeu Zema
André Cruz / Imprensa MG
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que renunciou ao cargo no domingo (22) para se dedicar à pré-campanha ao Palácio do Planalto, descartou nesta quarta-feira (25) a possibilidade de ser vice em qualquer chapa nas eleições deste ano e afirmou que pretende apoiar, no segundo turno, qualquer candidato de direita que enfrente o PT.
Em entrevista ao portal G1, em Ribeirão Preto (SP), Zema afirmou que pretende manter a própria pré-candidatura até o fim e rechaçou as articulações para que compusesse outra chapa como vice. "Vou levar minha pré-candidatura até o final. Já vi líderes políticos cogitarem essa questão de eu vir a me aliar com alguém para ser vice, fico muito honrado de ser lembrado, mas eu tenho propostas diferentes dos demais candidatos, sou um político diferente", declarou.
Rejeição a vaga de vice e ao Senado
Nos bastidores, dirigentes e aliados de partidos de direita cogitaram o nome de Zema para ocupar a vice em chapas como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o mineiro, porém, não há chance de ele abrir mão do projeto presidencial. Interlocutores do ex-governador afirmam que ele é pré-candidato ao Planalto "e só isso".
Zema também descarta disputar uma vaga no Senado. "Quero participar ativamente do primeiro e do segundo turno", afirmou. "Vamos ver quem estará no segundo turno, mas, quem estiver contra o PT, estarei dando todo apoio, como fiz em 2022", completou.
Alinhamento à direita e críticas ao PT
Ao explicar a disposição de apoiar qualquer nome do campo conservador contra o PT em eventual segundo turno, Zema criticou o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na visão dele, o PT impede o avanço econômico e social do país.
Tenho certeza que o freio de mão do Brasil, que não deixa o Brasil avançar, desenvolver economicamente e socialmente é o PT, que tem ideias que estão na década de 60 ou até de 50. Quando não mudarmos esse cenário aqui, o Brasil não avança
Pesquisa mostra pouco fôlego, mas Zema aposta em crescimento
Apesar do discurso de confiança, o ex-governador ainda aparece com desempenho discreto nas pesquisas. Levantamento AtlasIntel divulgado nesta quarta-feira (25) mostra Zema com índices entre 1,6% e 3,7% das intenções de voto em todos os cenários de primeiro turno testados.
Ele, porém, avalia que o quadro tende a mudar à medida que a pré-campanha avançar e citou sua primeira eleição em Minas como exemplo. "Em 2018, em março, quando comecei minha pré-campanha a governador, eu tinha 1% das intenções de votos. Estou em uma condição muito melhor este ano, estou com 4%, 5%. À medida que o tempo avançar, que eu percorrer o Brasil, com toda certeza vamos assistir uma mudança bem expressiva nesse número", afirmou.
Com informações do Estadão Conteúdo
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