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Pet resgatado por ONG em 2017 encontra vítimas de terremoto na Venezuela

Border Collie de 9 anos, foi resgatado e treinado pela Ksar-Ecid e já atuou em resgates em outras tragédias

Da redação
DA REDAÇÃO

27/06/2026 • 08:03 • Atualizado em 27/06/2026 • 08:03

Cachorro Tsunami, resgatado em 2017, localizou 12 vítimas do terremoto

Cachorro Tsunami, resgatado em 2017, localizou 12 vítimas do terremoto

Reprodução/APROA

Um cachorrinho de 9 anos chamado Tsunami está trabalhando incansavelmente em busca de vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela nesta semana. O Border Collie de 9 anos já localizou 12 vítimas soterradas pelos escombros. O próprio cão, um dia, já foi resgatado de uma situação de maus-tratos.

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A jornada de Tsunami teve início em 2017, quando foi resgatado pela Associação Pró-Defesa dos Animais (Aproa). O cachorro, na época um filhote, enfrentava um grave quadro de desnutrição e sofria com os efeitos de maus-tratos. A equipe da ONG, contudo, identificou rapidamente que aquele cão possuía um potencial extraordinário e ele foi inserido no programa de treinamento do Ksar-Ecid.

Graças à inteligência característica da raça Border Collie, Tsunami foi direcionado para treinamentos especializados. Ele passou a integrar o grupo de elite Equipes Caninas de Intervenção em Desastres (Ksar-Ecid), sob a tutela de Jorge Beens, diretor da organização.

Neste sábado (27), em meio ao terceiro dia de buscas por sobreviventes de um forte terremoto na Venezuela, Tsunami reforçou sua importância. Ao lado dos bombeiros de Caracas, o cão foi responsável por localizar 12 pessoas com vida sob os escombros, indicando exatamente onde os socorristas deveriam escavar.

O trabalho de Tsunami viralizou nas redes sociais. Vídeos do cão nas operações de resgate passaram a circular com frequência, enquanto moradores agradeceram a atuação do novo herói nacional. Tsunami virou uma espécie de herói dos resgates.

Esta não é a primeira vez que Tsunami demonstra sua bravura. Cinco anos após iniciar seu treinamento, o cão foi peça-chave na resposta à tragédia de Las Tejerías, no estado venezuelano de Aragua, marcada por deslizamentos e inundações. Mas a sua reputação cresceu e, em fevereiro de 2023, quando ele ganhou destaque internacional ao integrar uma equipe venezuelana enviada para auxiliar nos resgates após os terremotos na Síria e na Turquia