
Com as "famílias multiespécies", mercado pet movimenta R$ 80 bilhões no Brasil por ano
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Um dos setores que mais cresceu em ritmo acelerado no Brasil no período pós-pandemia foi o mercado pet, colocando o país entre os maiores do mundo no ramo. Após vivenciar um ciclo de expansão acelerada entre 2020 e 2022 — com altas superiores a 15% ao ano —, o segmento entrou em uma fase de maturação econômica.
Em 2024, o mercado movimentou R$ 75,4 bilhões. Já o balanço do exercício de 2025 registrou faturamento consolidado de R$ 77,96 bilhões, o que representa um crescimento de 3,45%. A expectativa é que o setor, em 2026, ultrapasse R$ 80 bilhões em faturamento, refletindo a inserção dos pets como membros das famílias e a melhoria da qualidade na alimentação voltada para animais.
A expansão do setor pode ser vista a partir desta quarta-feira (12) em São Paulo. A Pet South America é a maior feira do ramo na America Latina e traz as novidades do setor, para lojistas e profissionais do mercado pet.
A alimentação e saúde lideram o crescimento do mercado pet no Brasil. De acordo com a Abinpet, a área de pet food representa 54% do total de faturamento do setor, com uma receita de mais de R$ 42 bilhões e é justamente este setor que deve continuar impulsionando o faturamento alto. A criação e a venda de animais responde por 10,8% do mercado (cerca de R$ 8,4 bilhões) os serviços veterinários alcança 10.5% da receita (R$ 8,18 bilhões), com alta procura por exames, consultas de especialidades e procedimentos cirúrgicos.
Enquanto isso, o nicho de medicamentos (pet vet), responde por 10,4% do setor, com um faturamento estimado de R$ 8,1 bilhões, alavancado por vacinas, antiparasitários e produtos farmacêuticos, e os serviços médicos veterinários representam 14,3% do setor, com R$ 11,16 bilhões e envolvem as áreas de higiene, estética e acessórios.
Gargalo tributário no Pet Food
Entidades do setor, como a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), destacam que um dos maiores entraves ao crescimento contínuo do setor é a alta carga tributária sobre a ração industrializada no Brasil, que gira em torno de 50%. A alíquota é substancialmente maior do que a média internacional de 18%, pressionando os custos do consumidor final.
Áreas que mais crescem
Nutrição de precisão e natural: Alimentos sem transgênicos e fórmulas específicas para cães e gatos idosos ou com condições crônicas de saúde.
Medicina preventiva: Expansão de diagnósticos laboratoriais e por imagem, além do crescimento na adesão a planos de saúde pet.
Serviços digitais: Assinaturas de produtos de uso contínuo e agendamento de serviços estéticos via aplicativo.
PET South America 2026
Data: 12 a 14 de agosto de 2026
Horário: 11h às 20h
Local: Distrito Anhembi (São Paulo / SP)
