Eduardo posa com Flávio Bolsonaro nos EUA: 'Não desistiremos do Brasil'
O deputado cassado está no país desde 2025; ele foi condenado 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo

Após deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou com o irmão Eduardo Bolsonaro na noite desta quarta-feira (28). Os dois posaram juntos em uma foto postada no perfil de Eduardo no Instagram. "Foto de hoje, após reencontrar meu irmão", afirmou o deputado federal cassado, que está vivendo nos EUA desde o ano passado.
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Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora, não desistiremos do Brasil. Como diria o professor Olavo [de Carvalho]: 'Não parar, não precipitar, não retroceder. --Eduardo Bolsonaro
Além de Eduardo, Flávio se encontrou também com Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal, que deixou o Brasil no segundo semestre de 2025, ignorando medidas cautelares. Posteriormente, ele foi condenado no processo sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Hoje nos Estados Unidos. Livre da perseguição para ser a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade. Flávio saiu do Brasil, mas não deixou os brasileiros. Essa luta só terminará quando o Brasil voltar a ser um país livre. Esse dia vai chegar. --Alexandre Ramagem
Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos pouco antes das 10h30 da manhã desta quarta-feira, acompanhado da esposa e de duas filhas. A chegada ocorreu em um aeroporto dedicado à aviação executiva localizado no norte da cidade de Miami com direito a escolta de agentes da Imigração e até da CIA.
Parlamentar e candidato derrotado nas eleições presidenciais deste ano, Flávio deixou o Brasil após ser intimado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes. Também foi determinado que ele não poderia deixar o país nem entrar em contato com o advogado e amigo Willer Tomaz.
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As medidas cautelares foram impostas por conta de uma investigações da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro e movimentações financeiras atípicas. Na decisão, Moraes apontou ainda um conselho prévio de Eduardo Bolsonaro ao irmão para que deixasse o país em caso de derrota no segundo turno.
Em uma carta divulgada após desembarcar nos EUA, Flávio negou ter fugido do Brasil, argumentando que deixou o país para evitar a censura e manter-se ativo como liderança política. Para justificar a atuação no exterior, citou figuras históricas que atuaram no exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó e Edmundo González.
