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Como funciona o cadastramento biométrico para as eleições de 2026

Identificação por digitais será obrigatória no primeiro título e pode exigir agendamento presencial no TRE

3 min

27/03/2026 16:00 • Atualizado há 211 dias

Como funciona o cadastramento biométrico para as eleições de 2026

Desde 2008, a TSE (Tribunal Superior Eleitoral) faz o cadastramento biométrico com o objetivo de impedir a fraude na identificação do eleitor no momento da votação. A expectativa é que 100% do eleitorado esteja apto a votar com identificação biométrica nas Eleições de 2026. Em março deste ano, segundo a Justiça Eleitoral, 88% da população votante está com o cadastro feito.

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Abaixo, entenda quem precisa comparecer ao cartório, como é o passo a passo do atendimento e em quais situações ainda será possível votar mesmo sem registrar as digitais.

O que é o cadastramento biométrico

O cadastramento biométrico associa as impressões digitais, a fotografia e a assinatura do cidadão ao seu número de título. O objetivo é aumentar a segurança na identificação do eleitor na seção eleitoral e reduzir o risco de alguém votar no lugar de outra pessoa.

No dia da votação, o mesário utiliza um leitor para conferir as digitais. Quando a biometria está registrada, a urna libera o voto apenas após a identificação, o que torna o processo mais seguro e rápido.

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Quando o comparecimento é obrigatório

Em regra, o eleitor precisa ir ao cartório em situações específicas relacionadas ao seu cadastro.

  • Primeiro título (alistamento): quem vai se alistar como eleitor deve, obrigatoriamente, comparecer ao cartório para coletar digitais, foto e assinatura.
  • Transferência e revisão: quem já possui título pode pedir transferência de domicílio ou atualização de dados pelo sistema de Autoatendimento Eleitoral. Se o sistema indicar necessidade de nova coleta de biometria, o cidadão deverá ir presencialmente ao cartório dentro do prazo informado.

Como fazer o registro das digitais

A coleta biométrica é gratuita e ocorre apenas de forma presencial nos cartórios eleitorais ou postos de atendimento. Em muitos estados, o eleitor precisa agendar previamente o atendimento pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Quem inicia o processo pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral, recebe um prazo de até 30 dias para comparecer ao cartório e concluir a coleta das digitais. Se não cumprir o prazo, o pedido feito online é cancelado e será necessário iniciar uma nova solicitação.

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No dia do atendimento, é preciso apresentar documentos básicos:

  • Documento oficial de identificação, como carteira de identidade (RG) ou documento equivalente;
  • Comprovante de residência recente, emitido nos últimos três meses.

Uso de dados biométricos de outros órgãos

Nem todos os eleitores precisam ir ao cartório para registrar as digitais. Por meio do Projeto Bioex, a Justiça Eleitoral firma parcerias para importar dados biométricos de outros órgãos públicos, como Denatran/Detran e Institutos de Identificação responsáveis pela emissão do RG.

Nesses casos, a validação ocorre no próprio dia da votação: se a digital do eleitor for reconhecida com sucesso na urna eletrônica, o cadastro biométrico na Justiça Eleitoral é confirmado automaticamente, sem necessidade de novo atendimento presencial.

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Posso votar sem biometria registrada?

Quem ainda não cadastrou a biometria, mas está com o título em situação regular, poderá votar normalmente nas eleições de 2026.

Na seção eleitoral, bastará apresentar um documento oficial com foto ao mesário para comprovar a identidade e receber a autorização para votar.

A orientação da Justiça Eleitoral é que o eleitor verifique com antecedência a situação do título e, se necessário, providencie a regularização e o registro biométrico dentro dos prazos definidos pelo calendário eleitoral.

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