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Em convenção, Republicanos confirma neutralidade na eleição presidencial

Postura de neutralidade inviabiliza a indicação de um nome da legenda para compor a chapa com o senador Flávio Bolsonaro à Presidência

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 10:14 • Atualizado em 04/08/2026 • 13:14

Marcos Pereira, presidente do Republicanos

Marcos Pereira, presidente do Republicanos

Divulgação/Câmara dos Deputados

O partido Republicanos informou que, após consultas às executivas estaduais, decidiu adotar uma posição de independência institucional na eleição para Presidente da República. A decisão, por deliberação majoritária, foi anunciada nesta terça-feira (4). A informação já havia sido antecipada pela Band.

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Segundo o partido, a decisão reflete o “o respeito à construção democrática interna do partido e reconhece a realidade de um Republicanos que cresceu, consolidou sua presença nacional e passou a representar diferentes regiões, contextos e alianças políticas”.

A postura de neutralidade inviabiliza a indicação de um nome da legenda para compor a chapa com o senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Com isso, fica descartada a possibilidade de indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, recém-filiada à agremiação.

“Hoje, o Republicanos está presente de forma expressiva em todas as unidades da Federação. Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos”, declarou o partido em nota.

Segundo a legenda, a posição de independência na disputa presidencial “não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, mas demonstra maturidade institucional, respeito ao pacto federativo e compromisso com a unidade partidária, “preservando a autonomia das lideranças estaduais dentro das diretrizes estabelecidas pelo partido”.

“O Republicanos permanece fiel aos valores que sempre nortearam sua atuação: defesa da democracia, da liberdade, da responsabilidade fiscal, do fortalecimento das instituições, da família, da segurança jurídica e do desenvolvimento econômico e social do Brasil”.

Ao mesmo tempo, o partido reafirmou seu compromisso com o fortalecimento de sua representação no Congresso. Ampliar as bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal significa “ampliar a capacidade de defender esses princípios, participar da construção das grandes decisões nacionais e contribuir para a estabilidade institucional e a governabilidade do país”.

“A decisão anunciada é resultado de um processo coletivo, transparente e democrático, que respeita a diversidade de um partido de dimensão nacional sem abrir mão de sua unidade e de sua responsabilidade com o futuro do Brasil”, finalizou.