O deputado federal e possível pré-candidato ao governo de São Paulo, Kim Kataguiri (Missão), colocou a segurança pública, em especial o combate ao feminicídio, como um dos eixos centrais de sua eventual gestão. Ele foi sabatinado, nesta quarta-feira (17), pela BandNews TV, dando início a uma série de entrevistas com os pré-candidatos ao governo do estado.
Ao ser questionado sobre os índices de violência contra a mulher no estado --que permanecem elevados mesmo com a queda em outros indicadores de criminalidade--, Kataguiri criticou a comunicação oficial do governo estadual. Segundo o deputado, a atual gestão omite os dados de feminicídio nas peças publicitárias justamente por serem os números que apresentam piora. "A gente vê cada vez mais notícias de feminicídio acontecendo", afirmou.
Propostas e visão sobre penas
Para o combate a esses crimes, o pré-candidato defendeu um endurecimento drástico da legislação. Ao citar casos extremos de violência doméstica, Kataguiri chegou a mencionar a necessidade de alterações constitucionais para prever penas mais severas, como a prisão perpétua ou a pena de morte.
Segundo ele, em situações de extrema brutalidade, a ideia de ressocialização do agressor não seria aplicável. No âmbito estadual, o pré-candidato propôs uma série de medidas práticas para tentar interromper a execução de crimes antes que se tornem fatais:
Fortalecimento das guardas municipais: Defesa da ampliação de efetivos e da função de Patrulha Maria da Penha pelas guardas municipais, criticando travas legais que impedem municípios de contratarem mais agentes mesmo com disponibilidade orçamentária.
Tecnologia e zeladoria: O parlamentar reiterou a adoção de "botões do pânico" e a integração de sistemas com inteligência artificial, além de defender a "teoria das janelas quebradas" --onde a melhoria da iluminação e da zeladoria urbana serviria para inibir a ação de criminosos.
Modernização das polícias: Kataguiri defendeu a regulamentação imediata da Lei Orgânica das Polícias, aprovada no Congresso, para dar mais flexibilidade à organização do efetivo e das delegacias especializadas, como a da mulher.
Críticas à articulação do governo
Durante a entrevista, o parlamentar também alfinetou a atual gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), acusando o governador de submeter a política de segurança a um "receio de apanhar da imprensa" e de não levar operações policiais às suas "últimas consequências".
Para Kataguiri, existe hoje um vácuo de articulação política do governo paulista em Brasília, que seria prejudicial ao estado na conquista de leis mais eficazes, algo que ele afirma ter experiência em construir como parlamentar.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

