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Lindbergh Farias diz que Flávio não foi ingênuo e que estratégia fracassou

Deputado do PT fez denúncia contra o pré-candidato do PL após ele ler carta de Jair Bolsonaro em live

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 18:44 • Atualizado em 13/07/2026 • 19:10

Lindbergh Farias

Lindbergh Farias

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O deputado federal Lindbergh Farias (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que Flávio Bolsonaro (PL) não leu a carta do pai, Jair Bolsonaro, durante uma transmissão ao vivo, de forma ingênua. Para ele, o pré-candidato à Presidência usou o manuscrito do ex-presidente como uma estratégia política, que acabou fracassada.

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[Ele] sabia que a decisão judicial proibia o uso das redes sociais, direta ou indiretamente, e transformou a própria violação da medida cautelar em estratégia política. A decisão de Alexandre de Moraes que impede encontros entre os dois por 90 dias é consequência desse comportamento. --Lindbergh Farias

O deputado e vice-líder do governo na Câmara já havia criticado o ato de Flávio Bolsonaro no último domingo (12), quando afirmou que faria uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a violação das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, como parte da concessão da prisão domiciliar humanitária.

Agora, Lindbergh rebateu as comparações feitas por aliados do ex-presidente entre este episódio e as cartas enviadas pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o período em que esteve preso em Curitiba. O deputado argumentou que, no caso de Lula, não havia decisão judicial específica proibindo manifestações públicas.

A candidatura de Flávio Bolsonaro não decolou. A leitura da carta buscava recolocar Jair Bolsonaro no centro da campanha, como o verdadeiro candidato e transformando o filho em mero porta-voz. A estratégia fracassou, a defesa terá de explicar o descumprimento da decisão em 48 horas, podendo retornar à Papudinha. --Lindbergh Farias

Carta de Jair Bolsonaro

A carta foi lida por Flávio durante uma live realizada no início da tarde de sábado (11). Nela, Bolsonaro afirma que está “saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade”. Ele ainda aponta que esse é um “momento de decisão para o futuro de todos nós”. “Juntos, tudo faremos pela nossa pátria”, completou ele.

Flávio agradeceu por ter sido apontado como porta-voz e afirmou que o ex-presidente “está mostrando qual é a direção que a gente tem que seguir" em meio a especulações e boicotes que estariam atingindo sua pré-candidatura para presidente. Ele ainda pediu que apoiadores saiam em defesa de sua campanha.

Sem visitas por 90 dias

Após a divulgação da carta, Flávio Bolsonaro teve o direito de visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, suspenso pelos próximos 90 dias por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado ainda pede que a defesa se manifeste em até 48 horas sobre o assunto.

A interpretação do ministro do STF é que, com a carta, Jair Bolsonaro desrespeitou, direta ou indiretamente, o uso das redes sociais. O magistrado também alertou que há elementos que podem configurar propaganda eleitoral antecipada e encaminhou a decisão para a Procuradoria-Geral Eleitoral se pronunciar sobre assunto.