
Priscila Costa (PL-CE)
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Bastidores do Partido Liberal revelam que o nome da vereadora Priscila Costa voltou a ganhar força para possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República. A reportagem da Band revelou, em primeira mão no mês de abril, todo o cenário sobre a possibilidade da vereadora assumir o posto na eleição de outubro.
Agora, o nome de Priscila volta a ganhar força nos bastidores. Além da preferência por uma mulher, a vereadora cumpre alguns requisitos importantes, como base eleitoral consolidada no Ceará, atuação em estruturas partidárias voltadas ao público feminino e vínculo com lideranças religiosas.
Neste momento, dois fatores pesam para selar o nome da vereadora na chapa:
- A confirmação de que o partido Republicanos não irá indicar uma candidata, o que configuraria uma chapa mista; e
- O suporte da Assembleia de Deus, que não irá apoiar ninguém no primeiro turno. Cenário que pode mudar, caso Priscila seja a escolhida, e que pode também ajudar Flávio Bolsonaro.
Ainda não houve uma conversa direta sobre o assunto entre Flávio e Priscila, mas fontes próximas à campanha do senador apontam que ele não está em condições de escolher. A avaliação de uma fonte é de que além de não ter muitas pessoas adeptas a ideia de ser vice, "o avião está pesado e não consegue decolar, precisa retirar as malas”.
Ainda de acordo com bastidores, Priscila Costa está focada no projeto para deputada federal, depois de não conseguir ser emplacada como candidata ao Senado Federal, assim como era da vontade da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Porém, a vereadora já provou que é uma soldado do PL, se houver um pedido do partido para que seja vice, ela vai precisar aceitar.
Análise estratégica
Para o estrategista político Davi Morgado, a escolha da vice de Flávio pode definir a eleição de 2026, e deve seguir critérios eleitorais objetivos, não apenas acordos internos.
Segundo Morgado, a composição ideal precisa ampliar o alcance da chapa em segmentos estratégicos do eleitorado, especialmente entre mulheres, evangélicos e eleitores do Nordeste, grupos que concentram parte significativa do crescimento eleitoral registrado nos últimos anos e tendem a exercer papel decisivo na disputa presidencial.
“A política premia quem soma. Quando um nome consegue conversar com diferentes segmentos do eleitorado sem gerar conflito interno, ele naturalmente passa a ocupar posição privilegiada em qualquer discussão sobre composição de chapa”, disse Davi Morgado à Band.
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