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Republicanos anuncia que Cleitinho está fora da disputa pelo governo de MG

Legenda cita ausência em convenção e alega falta de compromisso do senador para reorganizar alianças em Minas Gerais

Da redação
DA REDAÇÃO

29/07/2026 • 11:14 • Atualizado em 29/07/2026 • 20:59

As executivas estadual e nacional do Republicanos oficializaram na manhã desta quarta-feira (29) que o senador Cleitinho Azevedo não concorrerá ao comando do poder executivo mineiro pela legenda. A decisão foi comunicada após o parlamentar faltar à Convenção Estadual do partido, realizada em 25 de julho, e não apresentar uma confirmação inequívoca de sua pré-candidatura.

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O senador liderava as intenções de voto até a mais recente pesquisa Genial/Quaest divulgada na última terça-feira (28). Cleitinho tinha 35% no cenário estimulado principal contra 12% do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e 10% do deputado federal Patrus Ananias (PT), configurando um empate técnico na segunda posição. No cenário de segundo turno, o representante do Republicanos tinha 44% contra 29% de Kalil.

Em nota assinada pelo presidente do partido em Minas Gerais, deputado Euclydes Pettersen, a sigla afirma que acompanhou as negociações com empenho. "O Republicanos de Minas Gerais afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual", pontua o comunicado.

Segundo a direção partidária, a hesitação do parlamentar afetou o planejamento da sigla nos últimos meses. "Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, oferecendo as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura", destaca a nota.

O texto do partido enfatiza que a viabilidade de um projeto político depende do posicionamento do próprio postulante. "Uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo", assinala a legenda.

A ausência do senador na reunião do dia 25 de julho é apontada pelo partido como o marco determinante para o encerramento das tratativas. "A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos - apesar das justificativas pessoais - representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral", argumenta a diretoria.

A nota conjunta reforça o trabalho desempenhado pela sigla ao longo do período pré-eleitoral. "O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo", afirma a executiva.

Ao concluir a manifestação oficial, as instâncias estadual e nacional do Republicanos reforçam que a estrutura partidária estava pronta para o pleito. "Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la", arremata o comunicado.

Em nota, a assessoria de Cleitinho disse que o senador "continua disponível para disputar o governo de Minas Gerais.